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REDAÇÃO - PA4.COM.BR COM CORREIO DA BAHIA

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Pedro Julião é médico do Samu (Foto: Reprodução)



 

 

Não há outra palavra para definir o cenário enfrentado pelo sistema de saúde no Estado além de desesperador. As taxas de ocupação dos leitos de UTI em Salvador e na Bahia são de 84%, de acordo com os portais de transparência do Município e da Secretaria de Saúde (Sesab). Há escassez de leitos e o médico do Samu, Pedro Julião, garante que há pessoas morrendo até em ambulâncias.

 

O médico publicou um desabafo numa rede social e foi taxativo: “Não duvide que hoje não temos vagas para as pessoas nos hospitais, e muitas delas estão falecendo dentro das ambulâncias e na porta das UPAs”, afirmou Julião. Veja vídeo completo abaixo.

 

O médico reforçou, num tom de apelo e angústia, o pedido para que as pessoas sigam os protocolos de isolamento social. Julião afirma entender as necessidades de comerciantes, trabalhores do mercado informal e semelhantes, mas clamou por compreensão num momento em que a vida das pessoas está por um fio.

 

“Estamos desde as 15h com um paciente dentro da ambulância com desconforto respiratório, fazendo uso de oxigênio suplementar e máscara não reinalante. Salvador não tem vagas para a gente levar os pacientes. O que eu estou querendo dizer com isso? Por favor, entendam, a situação é gravíssima”, afirmou o médico.

 

 

Prefeito de Salvador, Bruno Reis afirmou que um paciente que busca regulação na cidade demora até 48h para conseguir uma vaga – uma realidade muito mais grave do que a vivida poucos meses atrás, quando o tempo de espera girava em média oito horas. O momento é tão macabro que, em muitas vezes, os leitos só são desocupados após a morte de um paciente.




 

Nas últimas 24h, 175 solicitações de regulação foram recebidas em Salvador e, desse total, 99 aguardavam por um leito de Covid-19. O dado atualizado às 18h de quinta-feira (04) pela Secretaria Municipal de Saúde.

 

Subsecretária de Saúde da Bahia, Tereza Paim também foi a público afirmar que o Estado está no limite e que a pressão em cima do sistema público de saúde nunca foi tão grande. O Estado bateu um novo recorde de pessoas aguardando por regulação, com 330.

 

“A gente segue abrindo leitos, mas todos precisam entender que precisamos de profissionais, equipamentos para esses leitos. (…) Estamos tentando entrar onde a gente consegue, os pacientes não podem ficar nos leitos de ambulância porque precisamos transportar as pessoas”, disse a subsecretária.

 

Paim afirmou que o Estado tem transportado, na Bahia, mais de 60 por noite aos hospitais. “Essa fila não para, não cessa. Não é fácil. Temos que sensibilizar a todos, fazer uma gestão no dia-a-dia. A gente clama para a população. Sabemos que vai ter efeito o pouco que pedimos que a população se submeta nesse momento”, afirmou.

 

O Hospital de Campanha da Arena Fonte Nova é um desses hospitais. Nesta quinta (4), a Osid, Organização Social responsável por gerir o equipamento, afirmou que recebeu os primeiros 20 pacientes regulados para suas dependências. A Fonte Nova chegará a 200 leitos, no total: 100 de UTI e outros 100 de enfermaria. Neste primeiro momento, 80 leitos estão funcionando, sendo 50 de UTI e 30 clínicos.

 

A abertura dos demais leitos será gradativas, dependendo da capacidade de contratar profissionais. Até o momento, segundo a Osid, 430 profissionais foram contratados entre funções como enfermeiro, técnico em enfermagem, fisioterapeuta, maqueiro, agente de portaria, nutricionista, bioquímico e auxiliar de serviços gerais (higienização).

 

Os profissionais interessados nas vagas podem mandar currículo para o e-mail [email protected], colocando a vaga de interesse no espaço “assunto” da mensagem. A entidade destacou que os currículos não devem ser entregue presencialmente, apenas pelo e-mail.



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COMENTÁRIOS

Uma resposta

  1. Enquanto isso as pessoas marombadas estãos achando que pegar peso lotando as academias é serviço essencial, quem está de fato preocupado con saúde vai para lugar ao ar livre fazer atividade física.

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