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Site Ozildo Alves (www.pa4.com.br)

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Terrenos em questão servirão para carga e descarga do Assaí Atacadista (Foto: Carlos Alexandre/www.ozildoalves.com.br)
Terrenos em questão servirão para carga e descarga do Assaí Atacadista (Foto: Carlos Alexandre/www.ozildoalves.com.br)

 

Conforme prometido pelo procurador geral, Flávio Henrique, a prefeitura de Paulo Afonso publicou na última quarta-feira (16) dois decretos desapropriando os terrenos para a construção do setor de carga e descarga do Assaí Atacadista. Até aí tudo bem, a prefeitura tem esse direito, porém, a decisão foi tomada sem nenhum acordo de indenização, segundo afirmou na semana passada em entrevista ao programa Radar 89, da Rádio Delmiro FM, seu José Teixeira, um dos donos do terreno.

 

Ele inclusive rebateu os argumentos feitos pelo procurador também numa entrevista a uma emissora de rádio local quando afirmou que seu José teria sido chamado pela prefeitura para negociar o terreno.

 

Veja um trecho no que disse Flávio Henrique: “O proprietário foi chamado na prefeitura para negociar, se não houve um acordo de valores nesse primeiro momento, e ele foi convidado para retornar inclusive para falar comigo, e se não houve esse acordo não vai por esse caminho que ele foi”.

 

Chateado, seu José Teixeira rebateu o procurador: “Procurei a prefeitura a semana inteira antes deles invadirem aqui, mas eles falavam que eu podia ficar sossegado que eles não iam mexer no meu terreno e o problema era o Assaí que estava invadindo, a prefeitura não tinha nada a ver. Eles nunca ofereceram nada e nunca me procuraram também, eu que cansei de procurar ele e foi por isso que eu procurei um advogado”.

 

Flávio Henrique também falou: “No meu entender houve má fé, ele já sabia que a prefeitura iria compor a servidão de passagem para o acesso de carga e descarga do empreendimento tanto é que foi a prefeitura negociar, como é que ele entra com uma ação contra o estabelecimento?”.

 

Seu José contestou: “Eu nunca negociei com ele, ele nunca me procurou, ninguém nunca me procurou”.

 

Com a publicação dos decretos, os irmãos seu José e dona Maria esperam agora que a prefeitura os procure para uma negociação amigável , caso contrário, terão que aguardar mesmo por decisão judicial, conforme consta no próprio texto do decreto:

 


 

“Fica declarado de utilidade pública, a fim de ser desapropriado pelo Município de Paulo Afonso, por via amigável ou judicial…”

 

“Em caso de não efetivação da desapropriação por via amigável, fica autorizada a Procuradoria Geral do Município de Paulo Afonso, para, em nome do expropriante, mover a ação competente, podendo, na petição inicial ou no curso do processo, solicitar a aplicação do regime de urgência, nos termos da legislação federal que o regula, para fins de obtenção da imissão na posse dos bens declarados de utilidade pública…”

 

rty

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COMENTÁRIOS

4 respostas

  1. Desde quando a prefeitura pode desapropriar terrenos e repassar para iniciativa privada, e outra quem deveria pagar pelos terrenos deveria ser o Assai e não a prefeitur, quer dizer que a prefeitura é quem estar tomando os imóveis dos cidadãos que pagam seus impostos e doando para empresários milionários que estão vindo implantar seus empreendimentos no município assim é bom, pimenta nos olhas dos outros é refresco, isso está cheirando à merda.

  2. é com muito pesar que comunico o fechamento de diversos postos de trabalho na cidade de Paulo afonso e região. sei que muitos vão dizer ” vai cair os preços dos produtos” . Amigos , pensar e agir . Veja o caso de um cidadão normal qd vai colocar um negócio, tem a burocracia dos órgão, falta de credito e o risco eo preço absurdo dos terrenos. O assai para se instalar exigiu m terreno da prefeitura, mercadoria das industrias, incentivo do governo , ou seja, de inicio vão vender mais barato que todos os comerciantes em torno de 30 por cento. empresas consolidadas no ramo de alimentos fecharam as portas em toda região. agora imagine qts empregos diretos o assai vai gerar? em torno de 200 pessoas, tirando quase 3000 empregos diretos do comercio.

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