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Lamenta-se a ausência de oito dos quinze vereadores da Câmara, inclusive os dois conterrâneos de Jotalunas
Lamenta-se a ausência de oito dos quinze vereadores da Câmara, inclusive os dois conterrâneos de Jotalunas

A entrega solene do título de Cidadão de Paulo Afonso, na Câmara de Vereadores deste município no dia 04 de Dezembro, revestiu-se de algumas características emblemáticas.

 

Aprovado por unanimidade dos vereadores, o que é sempre praxe nesse tipo de matéria, apenas sete dos quinze edis estiveram presentes à solenidade convocada pelo presidente Petrônio Nogueira, um dos ausentes.

 

A mesa diretora da sessão foi presidida pelo vice-presidente, vereador Bero do Jardim Bahia que a conduziu com lisura e imparcialidade. Para exercer a 2ª Secretaria da mesa, foi improvisado no cargo o vereador José Carlos do BTN. O vereador Regivaldo Coriolano estava lá, a postos, na 1ª Secretaria.

 

Além destes estavam presentes e todos fizeram discursos de elogio ao homenageado, os vereadores Marconi Daniel, autor da homenagem, Pedro Macário, Edson Oliveira e Ivaldo Sales.

 

E ali estavam, além dos muitos “familiares e amigos do peito” do poeta Jotalunas, o diretor do IFBA, Prof. Arleno de Jesus, também já homenageado como Cidadão de Paulo Afonso, o empresário Dinho e guardas municipais, amigos e colegas de trabalho do homenageado.

 

Prestigiado pelas autoridades militares como o Cel. Sturaro, comandante do 20º BPM e pelo Capitão Leonardo, Subcomandante da 1ª Cia de Infantaria, o evento trouxe também à CMPA a prefeita de Glória, Ena Vilma que trouxe com ela Davi, tido como candidato a seu sucessor e Fernando, novo gerente do Ibametro. Fernando manteve calado mas a prefeita Ena Vilma e Davi, apresentado como assessor do Dep. Federal Mário Júnior, não mediram palavras de elogio ao homenageado e ao autor da homenagem, Marconi Daniel.

 

Embora quase todos os oradores destacassem a atuação política de Jotalunas, o evento foi essencialmente cultural. Nas palavras do autor do título, vereador Marconi Daniel, de iniciativa louvável, sendo ele o líder do governo da Câmara, de Gorette Moreira, presidente da Ascopa e diretora da Unisa, criadora, com o professor Luiz José, do Modernismo de que foi militante durante os vinte anos de vida deste movimento cultural de Paulo Afonso.

 

Foi essencialmente cultural na mensagem doce da filha de Jotalunas, Caroline, nos versos de Jorge Henrique, na música de Bia Leite, interpretada à capela e na fala do amigo Luiz Rubem, além, claro dos muitos momentos de poesia promovidos pelo homenageado ao subir à tribuna.

 

Dos escritores de Paulo Afonso, (não se sabe se os convites chegaram a eles…) só Luiz Rubem, Gorette Moreira e Antônio Galdino, (que recebeu o convite como diretor do jornal Folha Sertaneja) foram dar um abraço no confrade.

 

Lamenta-se a ausência de oito dos quinze vereadores da Câmara, inclusive os dois conterrâneos de Jotalunas, Petrônio Nogueira e Luiz Aureliano, como ele, nascidos em Serra Talhada-PE.

 

Essa ausência não empanou a beleza do momento, poético, cultural, que precisa ser bem mais prestigiado no município e o homenageado, que se declarou “ser cidadão de Paulo Afonso, de fato, há muitos anos”, agora se torna cidadão de direito.

 

Coroando o evento, ao seu final o poeta Jotalunas exemplares do seu livro Correntes de Algodão com os vereadores e autoridades presentes, assim como também fez Jorge Henrique, distribuindo o seu poema A Viagem Derradeira, em que homenageia Gavião…

 

Mesmo emblemática na sua conjuntura, a entrega do título de Cidadão de Paulo Afonso a Jotalunas Rodrigues, poeta, foi um começo de despertar de pelo menos metade dos vereadores da Câmara de Paulo Afonso para os aspectos culturais do município que vão, como disse o vereador Regivaldo Coriolano, “da homenagem a cidadãos que lutam e constroem, com muita dificuldade e quase nenhum apoio os caminhos da cultura local e regional, à valorização e preservação do patrimônio artístico e arquitetônico e, portanto, cultural de Paulo Afonso”.

 

Quem estava lá viu que, lamentavelmente, e matematicamente, mais da metade dos que fazem o plenário da Câmara Municipal de Paulo Afonso parece não pensar assim…

 

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