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Natália Flach, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Funcionário de posto de gasolina abastece carro em São Paulo (22/08/2013)




 

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (8), mais um aumento de combustíveis. Trata-se do sexto reajuste em 2021. A partir de terça-feira (9), a gasolina será reajustada em 8,8% nas refinarias e o diesel em 5,5%.

 

Com isso, os preços médios nas refinarias serão de R$ 2,84 por litro para a gasolina e de R$ 2,86 por litro para o diesel — o que representa uma alta no ano de 54% no preço da gasolina e de 41,6% no diesel.

 

Segundo a Petrobras, o aumento se dá por “alinhamento dos preços ao mercado internacional [que] é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras”. A empresa lembra que esse mesmo equilíbrio competitivo foi responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorrido ao longo de 2020.

 

Os preços praticados pela Petrobras, e suas variações para mais ou para menos, associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio, têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais. O preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

 




 



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COMENTÁRIOS

4 respostas

  1. Diga-se primeiro que a gasolina e o diesel são a mola propulsora da economia. 70% de tudo que é produzido e transportado no país viaja de caminhão, e o aumento constante do preço desses combustíveis encarece a produção de bens de consumo, sobretudo dos alimentos.

    Alguma coisa tem que ser feita ! E não adianta trocar o comando da Petrobras de um economista por um general que não vai adiantar nada, a política de preços da Petrobras não mudará, continuará a mesma com reajustes periódicos baseados no preço do barril de petróleo, pois é assim que funciona esse mercado e está longe de mudar.

    Da mesma forma, a redução dos tributos sobre combustíveis, anunciada pelo governo federal, poderia reduzir o preço final nas bombas.

    Por que “poderia” (ideia de possibilidade e não de certeza) ?

    Porque o preço final ao consumidor, nas bombas, depende de cada empresa revendedora e dos próprios postos de combustíveis, que por serem empresas privadas praticam as regras do livre comércio, vale dizer, praticam o preço que quiserem. Exemplo disso é que quando o preço dos combustíveis aumenta nas refinarias, o preço nas bombas imediatamente aumentam também. Mas quando os valores comercializados nas refinarias diminuem, os preços nos postos NÃO diminuem, permanecem inalterados, ou seja, a redução do preço dos combustíveis nas refinarias nunca chega ao consumidor final.

    Uma forma – realmente – eficaz de garantir a redução dos preços dos combustíveis nas bombas seria por meio da imposição às empresas da tabela de Preços Médios Ponderados ao Consumidor Final de combustíveis (PMPF) estabelecida pelo Confaz.

    O PMPF do Confaz é usado pelos estados como base para calcular o ICMS, mas não define os preços na bomba de combustível dos postos.

    Por que então não tabelar o preço final ao consumidor com base nessa tabela do Confaz?

    Resposta: porque não querem, eis que no Brasil há também muita gente ganhando bilhões com essa política de preços da Petrobras. E essa gente está fortemente representada no Congresso Nacional.

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