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No decorrer deste ano, ficou explicita a disparidade entre o discurso das lideranças do Partido Progressista no contexto político de Paulo Afonso. Enquanto o deputado federal Mário Júnior e o presidente do Diretório Municipal, Dernival Oliveira, seguiam ‘duros’ para usar uma expressão do deputado, seus representantes no Legislativo, os vereadores Edson Oliveira, Pedro Macário e Albério Carlos ‘Bero’, tinham narrativa amena, eu arrisco até: conciliadora com o governo.

 

Por óbvio que a oposição não precisa viver o tempo todo com ‘sangue nos olhos’, há de considerar os projetos de relevância e o melhor para a população. Porém, a coisa ficou de tal sorte desproporcional, que, naturalmente, Antônio Alexandre e Luiz Aureliano (ambos do PMDB), tomaram para si o embate contra o que consideraram ilícito no governo do prefeito Anilton Bastos e não raro, se estranharam com os colegas a ponto de Edson verbalizar: ″Não represento estes senhores e falo apenas pela bancada da minoria″.

 

E ficou a pergunta no ar: a quem ou quê, a final de contas, representou a bancada de minoria na Casa? Se não se opôs – mesmo diante das irregularidades – à gestão de Anilton?

 

Veio a eleição, os ânimos cada vez mais alterados, e eis que no mesmo palanque estavam todos marchando contra o grupo formado por Luiz de Deus (PSD), quer com confiança ou escaldados. Mas estavam na oposição.

 

Quem vai liderar a oposição?

 

Em primeiro lugar, é preciso saber se haverá uma única oposição, ou se a coisa vai seguir com duas medidas diferentes para o mesmo remédio. Neste entretempo, as coisas tomaram a mesma configuração de antes do pleito, nos últimos acontecimentos da Câmara ou era Alexandre ou ninguém. E convenha-se, o que se vê não corresponde a oposição no sentido restrito do termo.

 

″Nós fizemos uma campanha bonita, limpa, mas chega na Câmara os posicionamentos mudam″, avaliou Alexandre, em entrevista esta tarde, ao Programa Radar 89, da Delmiro FM.

Para o político a bancada pepista vota ações do governo contra a  orientação das lideranças.

 

″Eu acho um desrespeito de um vereador que se diz oposição, mas se comporta como situação″.

 

A mamadeira de R$ 14 mil

 

Há mais coisas entre o céu e a terra, do que apenas ter o direito de falar mais. É importante frisar que há uma pomposa verba de gabinete que, a esta altura, muitos querem ter para indicar os seus. É aí que entra o grande problema e que os caciques precisam avaliar e intervir. O que vale também para Paulo de Deus (PMDB).

 

″Do jeito que a coisa vai, o prefeito vai nomear os dois líderes, o da situação e o da oposição, aí serão dois líderes da situação″, revelou Alexandre, deixando claro que o caminho para colocar um ‘boa praça’ na liderança, está feito.

 

Alexandre disse ainda que ‘o toque de caixa’ precisará ser combatido e que tudo depende de um acerto entre Mário Júnior, Val e Paulo de Deus, além da presença dos vereadores. Se o vereador é candidato a líder?, candidatíssimo.

 

Alexandre nega veementemente qualquer aproximação com LD no futuro

 

″Fui eleito para a oposição, e assim vou agir″, garantiu. O vereador adiantou que tem conversado com Mário Galinho (RS) e que está disposto a acordos com os pepistas para garantir a unidade. Não ficou claro, porém, se o acordo prevê racha na verba de gabinete.

 

Agora resta esperar como reagirá o PP diante da possibilidade de ceder a liderança para o grupo do PMDB, que neste caso específico seria mesmo por merecimento. Lembrando sempre que a coisa está bem dividida, se Galinho de fato apoiar Alexandre.

 

 

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COMENTÁRIOS

Uma resposta

  1. Há muito procuro o “HONESTO e o ERNESTO” na política “tupiniquim” e ainda não os encontrei! ( “Com todo respeito” aos índios como diz o “patinho” da rádio do prefeito “eleito”. Aliás, por falar no “esculápio” da Medicina, depois da compra de votos, o Luís “Honestidade” de Deus, maior salário do Brasil, caiu de vez, por terra, esta máscara de “Honestidade” que parece nunca ter existido desde quando cobrava consultas particulares no Hospital Nair Alves de Souza. “Tô certo, ou tô errado?”

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