2 de dezembro de 2021

O fenômeno do autoextermínio e a relação causa e efeito atribuídos à ponte metálica

Por

Redação (pa4.com.br)

 

Ponte Dom Pedro II – (Ponte Metálica) localizada entre os municípios de Paulo Afonso, na Bahia e Delmiro Gouveia, Alagoas. Foto: Divulgação/Google

 

Por Guadalupe Braga* 

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está em oitavo dentre os países com maior número de suicídios os dados são alarmantes e apontam para 3ª causa de morte de jovens brasileiros entre 13 e 29 anos relacionados ao grupo de risco.

Guadalupe Braga (CRP 04/56475 MG) – Neuropsicóloga Cognitivo Comportamental e Mestranda em Promoção de Saúde pela UFMG. Foto: Arquivo pessoal.

No Brasil, a cada 46 minutos uma pessoa tira a própria vida. Uma realidade devastadora quando se identifica o perfil das vítimas brasileiras: atribuído a transtorno mental como a depressão, intolerância, incluem ações discriminatórias de controle social, como racismo, sexismo, homofobia, intolerância religiosa.

A ponte metálica se apresenta como uma cortina de fumaça, uma espécie de bode expiatório no sentido de ocultar as verdadeiras causas a serem investigadas nos altos índices inquietantes de autoextermínio na cidade de Paulo Afonso.

Tão importante quanto o efeito é voltarmos a nossa atenção às possíveis causas como a intolerância, seja de qualquer espécie – raça, religião, opção sexual, política ou cor – fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Na maioria das vezes os indivíduos estão em fase de construção da autoestima e não possuem resiliência necessária para lidar com as expectativas exageradas e os padrões da sociedade causando mais do que frustração, trazendo, também, insegurança e perturbação mental.

O adoecimento mental é invisível, dificultando o tratamento e agravando o estigma na sociedade prejudicando o tratamento precoce que busca orientar o individuo para o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), CVV (Centro de Valorização da Vida) entre outros profissionais como Psicologia, psiquiatria.

 

*Guadalupe Braga (CRP 04/56475 MG) é Neuropsicóloga Cognitivo Comportamental e Mestranda em Promoção de Saúde pela UFMG.

 

 

 

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COMENTÁRIOS

Comentários 4

  1. Rogeri says:

    Quando um filho de um político se suicida , aí eles tomam já providência

  2. Anônimo says:

    Bom(a) dia/tarde/noite!

    Acredito que seria relevante que fosse formada uma comissão composta por representantes da área de psicologia, autoridades públicas e quem mais puder contribuir com o assunto em questão nessa matéria, para analisarem a possibilidade de colocação, nas duas extremidades dessa ponte, mensagens direcionadas às pessoas que nela chegam, com a intenção de, lamentavelmente, cometerem o suicídio. Podendo tais mensagens influenciar e/ou induzir a um momento de reflexão.

    • Eduardo says:

      Uma ótima ideia as placas, aqui em Natal foi colocado além de um grupo religioso chamado Sentinelas fazer o monitoramento da mesma.

  3. Josy says:

    Guarda municipal deveria ficar o dia todo aii

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