2 de dezembro de 2021

Na avaliação de Evinha, governo falha em não dar explicações convincentes sobre os projetos “Não tenho como aprovar”

Por

Assessoria Parlamentar

 

Vereadora Evinha Oliveira durante discurso na tribuna da Câmara desta segunda-feira, 22 de novembro. Foto: Assessoria Parlamentar

 

PAULO AFONSO – Depois de cumprido o prazo sugerido pela líder da oposição, Evinha Oliveira (Solidariedade), o Projeto de Lei de Suplementação Orçamentária de 16 milhões de reais, da prefeitura, foi levado à votação na sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (22).

A líder disse que ao longo desses dias ouviu de tudo: que ela havia pedido o prazo para “aparecer”, que era “mimimi”, mas que as dúvidas permaneciam e, mantendo-se sem maiores esclarecimentos por parte do governo municipal, votaria contra.

“Às vezes eu penso em como é difícil você lutar pelos direitos da população que nem sempre entende o que você está tentando fazer. É difícil ser oposição quando a gente briga para que direitos não sejam retirados e ficam minimizando a nossa luta; por isso eu parabenizo a classe dos professores que vieram aqui e lutam pelos seus direitos. São vozes que mesmo caladas falam mais alto do que nós, aqui no palanque falamos o que achamos que é correto e vocês vivem os problemas na prática” argumentou.

Um dos pontos críticos da suplementação é a retirada de quase 1 milhão de reais do orçamento da Educação, especificamente do Fundeb. “Eu sugeriu que a secretária de planejamento viesse aqui, ela não veio, ficam mandando explicações, sabemos por terceiros que se trata disso e daquilo, mas quem fez não veio, o fato é esse.”

“Se eu não entender o benefício de um projeto para a população voto contra”. Evinha adiantou ainda na tribuna que não votaria a favor da suplementação para a Saúde, porque não ficou suficientemente claro os questionamentos que havia feito na última semana:

“Ficou claro para mim que não adianta pedir explicações à prefeitura, mas se eu não entender se é benéfico para a população o voto será contra. Por que é que gastamos tanto com Saúde e não temos nada: falta insumos, faltam remédios na farmácia básica e quantas escolas foram reformadas?, quantas creches fizeram?, nenhuma.

A vereadora percebeu que a pressa na prefeitura foi tanta que há na ementa um erro no valor do projeto, são dois valores: R$16 milhões, um, e por extenso R$17 milhões.

“Eu questionaria isso à secretária, e não é porque eu sou oposição, mas porque é preciso ter transparência com recurso público.”

Evinha ainda quis saber como se podia estar tendo tanta despesa com o (CEO) Centro de Especialidades Odontológicas se está fechado há mais de 2 anos. “Que gasto tão grande é esse?, e que tantos funcionários da Saúde são esses que agora precisam de 16 milhões só para pagar a folha?”

Sobre a Sedes que não está entregando as cestas básicas das nutrizes, Evinha quis saber se a prefeitura está punindo o fornecedor que parou de entregar.

“Eu quis saber se a empresa está sendo punida, porque as mães que precisam se alimentar para dar leite já estão sendo punidas, a prefeitura precisa parar de olhar somente pelo lado do empresário, do mais forte e ver o mais fraco, que precisa dos serviços e das políticas públicas”, finalizou.

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