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[email protected] (www.pa4.com.br) Por Mouzar Luna

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Enquanto Alagoas cresce como destino turístico no cenário nacional demonstrando com números, que vem se consolidando como um grande destino nacional, os órgãos ambientais federais agem em sentido contrário interditando empreendimentos, que estão iniciando suas atividades em regiões que necessitam tanto de geração de emprego e renda, como o sofrido Sertão. As operações de Fiscalização Preventiva Integradas  (FPI) têm sido elogiadas pela população por buscar resolver problemas de agressão ambientais e de saúde públicas graves.

 

Diz do ditado em latim “Dure Lex Sed Lex”, (A lei é dura, mas é lei), entretanto o bom senso também deve ser observado na aplicação da lei, já que ela existe para regular as relações de direitos e deveres em sociedade, buscando sempre o bem estar do ser humano, dentro o que é justo e correto.

 

Dentro dessa perspectiva do direito, vale lembra anda que a operação deveria ser preventiva, orientadora e educativa e não punitiva, como foi no caso dos empreendimentos turísticos interditados em Delmiro Gouveia, Olho D´Água do Casado e Piranhas, que empregam – segundo o fórum Caminhos do São Francisco – cerca de 7 mil pessoas direta e indiretamente e em pleno inicio da alta estação de férias e turismo.

 

Vale ressaltar que esses empreendedores são agentes voluntários que praticam e disseminam a conscientização de preservação ambiental, como o caso do empreendimento Reserva ecológica do Castanho que é uma Reserva Privada do Patrimônio Natural (RPPN), que é mantido sem nenhuma ajuda dos órgãos federais.

 

Esses empreendedores são pioneiros “atrevidos”, porque resolveram investir em uma  região que possui os piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do país, com recursos próprios sem nenhuma linha de crédito do governo federal, ou estadual, apenas com a impetuosidade e coragem de acreditar, que podem transformar o Sertão em um destino turístico, gerando emprego e renda.

 

Essa determinação desses empreendedores chamou a atenção de produtores de telenovelas e filmes, como Cordel Encantado, Velho Chico e até de programas de TV como Ana Maria Braga que levou para o Brasil as imagens do potencial turístico do sofrido Sertão do Nordeste. Ações como essas deveriam ter o apoio e a orientação e dos órgãos federais e estaduais, principalmente daqueles ligados a preservação ambiental.

 

Punir esses empreendedores interditando seus empreendimentos e aplicando multas altíssimas, fora da realidade financeira deles é sugerir que abortem iniciativas de geração empregos e renda no Sertão. O manifesto entregue na última terça-feira, ao secretário estadual de turismo e ao governador Renan Filho, relatando a preocupação dos empresários deverá ser levado também a Brasília, para o ministro do turismo Marx Beltrão e terá outros desdobramentos. Vamos acompanhar o desenrolar dos fatos e desejamos que tudo se resolva dentro do bom senso proporcionando a consolidação do turismo na região sempre respeitando a legislação ambiental e o direita a sobrevivência daquela população tão sofrida.

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COMENTÁRIOS

3 respostas

  1. Sabe-se que isso é uma ação da indústria das multas desencadeado pala ação desesperadora do governo para tampar o rombo causado pela corrupção em geral. Se o foco fosse a preservação, teria primeiramente que limpar o rio desde a nascente até a foz, a imundice despejada no Velho Chico, reflorestar as áreas devastadas, impedir que os agricultores avançarem para o leito do rio com plantações infestadas de pesticidas, pois quando rio encher a água será contaminada por um alto teor de veneno. legalizar de forma controlada a piscicultura. Orientar os ribeirinhos como proceder, aplicando uma política de conscientização e educação, para só depois punir os que não corresponderem com o comprometimento acordado . Ai está aprova de que é unicamente para arrecadar dinheiro. São os envolvidos pela corrupção que deveriam cobrir esse rombo, mas o governo prefere tirar de onde é mais fácil e rápido, dos pequenos e indefesos. Aplicando multas de valores impagáveis. Fechando os seus empreendimentos tirando do mercado de trabalho milhares de pais de família. “DE TANTO VER AGIGANTAR-SE OS PODERES NAS MÃOS DOS MAUS, O HOMEM CHEGA A DESANIMAR DA VIRTUDE, A RIR-SE DA HONRA E A TER VERGONHA DE SER HONESTO”!

  2. É de fato lamentável que a lei seja aplicada com tanto rigor por estas terras sertanejas e é sabido que também outras áreas além dos territórios citados estão sendo alcançadas ao invés de se orientar convenientemente e até se ajudar com recursos estes investidores. Também é certo que há, por esse Brasil a fora, pesos e medidas diferentes para os mesmos problemas. Talvez ações como estas expliquem o fato de enquanto a França e a Espanha, por exemplo, recebem 60, 70 milhões de turistas, o que é mais que o total de moradores destes países, e o nosso Brasil pouco mais de 5 milhões embora tenha uma área territorial muitas vezes maior e mais de 8 mil quilômetros de praias no seu segmento Sol e Mar. A luta para que o Turismo no Brasil seja levado a sério ainda tem muito caminho a percorrer…

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