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REDAÇÃO - PA4.COM.BR

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Foto: Ilustração/Google

Por Evelyn Ferreira Santana Silva

 

Costumo abordar temas que dialoguem com o ser humano ou ser social, em seu cotidiano…  Seja no âmbito da cultura, sociedade, história, arte ou direitos, dentre tantas outras temáticas das quais já foram aqui abordadas.

 

Contudo, senti a necessidade de falar sobre a dialética humana, a versatilidade e a resiliência que nos são quase que naturais ou intrínsecas. O que não necessariamente foge das pautas citadas. Tudo se correlaciona de alguma maneira.

 

Na escola, logo cedo, aprendemos uma máxima: nascemos, crescemos e morremos. Não discordo dessa lógica. É verdadeiramente comprovada a existência e factualidade desse ciclo. Entretanto, nossa humanidade perpassa certas lógicas biofisiológicas. Entre o início e o final desse ciclo existe nossa evolução enquanto seres viventes, o nosso construto. Nossos atos entre o nascer e a partida.

 

Concomitantemente com a nossa evolução enquanto indivíduos ou individuo, a sociedade evolui. É notório que esse processo é cíclico, ora avançamos, ora retrocedemos. Basta que olhemos alguns fatos históricos como guerras, exploração de povos ou ideologias adversas a noção de humanidade. Mas isso impede que continuemos a evoluir? vou ousar deslocá-la para outros contextos. Quando Shakespeare, afirma que “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia indica muito mais do que o homem possa imaginar”. Ele estava nos dando indícios que existe muito mais a ser explorado. Podemos passear pela sociologia quando Bauman percebe que a sociedade havia mudado e nos traz o conceito de liquidez. Segundo o sociólogo, “Tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”. No âmbito da ciência inúmeras descobertas se expressam enquanto divisor de águas. Está ficando mais perto de onde quero chegar?

 

Evelyn Santana. Foto: Arquivo pessoal

O que de fato quero dizer é que estamos em constante transformação. Há alguns séculos atrás seria inadmissível que a pessoa que escreve esse texto estivesse sentada diante de uma tela tecendo sua visão acerca do mundo, ou que pudesse votar ou trabalhar, ou sequer que eu tivesse tido acesso a tais informações. Esse é o ponto de discussão hoje. Quase sempre postulamos o ser humano como algo findado. E me atrevo a dizer que geralmente atribuímos caraterísticas que nos desqualificam. E, justificamos todo e qualquer contexto ao fato de sermos humanos. Não é contraditório que depois de termos evoluído em múltiplos aspectos ainda façamos uso da justificativa de que agimos de determinadas maneiras porque somos humanos?

 

De fato  somos! E é por isso que temos capacidade de nos desconstruir  e reconstruir. Somos obra inacabada e há uma certa beleza poética nisso. Nós nascemos, crescemos e morremos. Mas durante esse percurso somos os atores e protagonistas de nossas histórias, somos a tela e o pintor também, o papel e a mão que escreve. Você pode seguir o ciclo sem alterar a obra, mas pode ser também o autor da sua história, desenhar novos rumos e inserir novas cores. Porque somos demasiadamente humanos e por isso é que somos obras belas e inacabadas.



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