Futuro do Rio São Francisco não inclui novas hidrelétricas, diz diretor de Operação da Chesf

Por REDAÇÃO - PA4.COM.BR COM SISTEMA CHESF | 14 de outubro de 2020 às 18:31

Foto: André Schuler



 

 

O futuro da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) é reduzir o foco na ampliação da geração de energia elétrica pela fonte hídrica no Rio São Francisco, que empresta o nome à Empresa. Dessa forma, os investimentos serão na modernização das usinas hidrelétricas existentes nessa Bacia Hidrográfica e em novas fontes de energia. É o que avalia o diretor de Operação da Chesf, João Henrique Franklin, que também é presidente da Associação Brasileira de Empresas de Transmissão de Energia Elétrica, a Abrate.

 

Nessa região, onde estão nada menos que oito hidrelétricas da Chesf, os aproveitamentos de energia de fontes solar e eólica no Nordeste continuam como principal atrativo do mercado, inclusive para a Chesf.

 

João Henrique destaca a importância do Rio São Francisco para milhões de nordestinos que usam suas águas para o abastecimento humano, a agricultura de subsistência, projetos de irrigação, abastecimento animal, e sustenta modelos econômicos que movimentam as cidades ribeirinhas.

 

No mês que o Velho Chico completou 519 anos, celebrados no dia do Santo, 4 de outubro, o diretor da Chesf destacou a importância que o Rio já teve para o abastecimento de energia elétrica para o Nordeste.

 

“A Região já foi abastecida 100% com a energia gerada pelas hidrelétricas do São Francisco. Hoje, as usinas geram apenas 40% do consumo do Nordeste. A energia hidráulica foi sendo substituída, diante de anos de escassez hídrica, por parques eólios e agora a energia solar tem tudo para se fortalecer na matriz energética”, destacou João Henrique.

 

O Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina (Cresp), um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento da Chesf, com recursos aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segue com investimentos em energia solar flutuante no Reservatório de Sobradinho (BA) e outras tecnologias inovadoras, para avaliar o melhor desempenho nas condições do alto sertão.

 

“A Região do São Francisco continua sendo importante para a geração de energia por já contar com uma estrutura de transmissão”, destacou o diretor.




 



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