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Sede do Campus do Sertão foi desocupada nesta quarta-feira
Sede do Campus do Sertão foi desocupada nesta quarta-feira

 

O prédio da sede do campus da Ufal no Sertão, na cidade de Delmiro Gouveia, foi desocupado na manhã desta quarta-feira (21), por movimentos estudantis que haviam interditado o local desde o dia 19 de outubro. O grupo protestava contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 55), que limita os gastos públicos no país, e a medida provisória sobre a reforma do ensino médio.

 

Em uma nota divulgada pela organização, os estudantes afirmam que a mobilização continua, com novas táticas que serão construídas para combater o que eles chamam de medidas de retrocesso. “Julgamos necessárias uma reformulação e uma intensificação das estratégias de luta contra tais medidas”, diz a nota.

 

O grupo também lembrou momentos de resistência contra todas as tentativas externas de enfraquecer o movimento, e reforça a necessidade de união de esforços na região. “Por mais de dois meses lutamos e resistimos. Nós, companheiras e companheiros, não nos retiramos da luta um instante sequer. (…) Continuaremos mobilizados buscando fortalecer cada vez mais o movimento estudantil no Sertão”, finalizou a nota, com agradecimentos aos que apoiaram a ocupação.

 

O prédio da Reitoria, no Campus A.C. Simões, e as outras unidades do interior já haviam sido desocupados desde o dia 13 de dezembro. O Conselho Universitário vai se reunir nesta quinta-feira, em sessão extraordinária, para definir os ajustes do calendário acadêmico.

 

Confira na íntegra:

 

NOTA DE DESOCUPAÇÃO DA UFAL – CAMPUS DO SERTÃO

 

Nós, estudantes em luta da UFAL – Campus do Sertão, decidimos em assembleia realizada em 14 de dezembro de 2016, que desocuparíamos na quarta-feira, 21 de dezembro de 2016, por entendermos que a estratégia para a construção da luta precisa de novos rumos, novas táticas para combater todos os retrocessos nesta atual conjuntura e reforçar encaminhamentos em prol de uma sociedade justa. Na última semana, priorizamos a manutenção do campus e construção do calendário de lutas para o próximo ano.

 

Foram 64 dias de muita luta e resistência. Nesse período, nos unimos às milhares de ocupações em todo o território nacional, fortalecendo e ampliando o poder de enfrentamento aos ataques que o governo promoveu contra os direitos dos trabalhadores, conquistados historicamente com suor e sangue.

 

O Sertão reafirma seu histórico de luta. As ocupações: UFAL – Campus do Sertão; IFBA – Paulo Afonso; IFAL – Santana do Ipanema; IFAL – Batalha; IFAL – Piranhas; UNEAL – Santana do Ipanema; Escola Estadual Monsenhor Sebastião Alves Bezerra – Água Branca; Escola Estadual Domingos Moeda – Água Branca; Escola Estadual Luiz Augusto Azevedo de Menezes – Delmiro Gouveia; Escola Estadual Xingó I – Piranhas e Escola Estadual de Educação Básica de Pariconha, mostraram que a luta organizada e a solidariedade de classe são caminhos para barrar a retirada de direitos.

 

A nossa ocupação teve início em 19 de outubro de 2016 às 23h00, motivada principalmente contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, depois chamada de PEC 55, aprovada na Câmara, no Senado e legitimada pelo Supremo, que acarretará no sucateamento do sistema público de saúde, educação e assistência social.

 

Nossa luta é contra a retirada de direitos representada pelas reformas da Previdência, do Ensino Médio, Trabalhista, entre outras e não se limita à ocupação de escolas, institutos federais e universidades. Nesse sentido, julgamos necessárias uma reformulação e uma intensificação das estratégias de luta contra tais medidas.

 

Por mais de dois meses lutamos e resistimos. Nós, companheiras e companheiros, não nos retiramos da luta um instante sequer. Por vezes, enfrentamos momentos de tensão e pressão externa, no entanto, soubemos lidar com maturidade para contornar tais situações. Continuaremos mobilizados buscando fortalecer cada vez mais o movimento estudantil no Sertão.

 

Agradecemos aos demais movimentos sociais, sindicatos, associações, comunidades quilombolas e comunidades indígenas, estudantes secundaristas, feirantes, comerciantes, professores e todos que contribuíram direta ou indiretamente.

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