28 de outubro de 2021

CRÔNICA – Francisco Alves do IFBA, suas plantinhas e a conta da EMBASA (Francisco Nery Júnior) 

Por

Redação (pa4.com.br)

Ele é pai de Rafael e mais dois rebentos, Rafael de graduação de um ano nos Estados Unidos e conferencista para meus alunos do Cetepi, antigo Ciepa, de onde foi aluno. Francisco Alves reserva moral e intelectual de Paulo Afonso, leitor assíduo confesso desta coluna, Francisco que eu, gestor, não dispensaria como parte da minha equipe. Mas os critérios para a seleção de assessores e membros de equipes estão milhas aquém da competência, comprometimento e caráter.

Acordei de manhã e me lembrei de Chico com quem trabalhei no IFBA e com quem troquei papos construtivos em manhãs memoráveis de conversa e debates. O que devo mesmo dizer é que aprendi um bocado com ele. Tínhamos papos sinceros e às vezes ásperos. Quem se respeita não se preocupa com aspereza. Ignorância e rudeza são outra conversa.

Então me lembrei de um grande amigo. Melhor dizendo, fui conduzido a me lembrar. Fui coagido mesmo. Eu tinha saído para o quintal da minha casa. Estava recolhendo a água de um poço, ou algo parecido, que inventei por lá. Ah, amigo leitor, há que se aproveitar todo o líquido que, abundante nos arredores, entra em nossa casa a preço de ouro! A água que corre dos nossos banhos, carregando todos os nossos segredos e idiossincrasias, mais a água da pia da cozinha que nos alimenta, esta [é] a água que poçamos (vai o neologismo) no quintal. Se assim não fizesse, não procedesse ou não parafusasse, trabalharia todo o mês apenas para pagar a água da EMBASA.

O governo da Bahia vai bem. O governador Rui Costa merece o nosso respeito. Compõe, arma a equipe e administra para o nosso louvor. Controla magistralmente o orçamento que, em boa parte, imaginamos e concluímos, é – deve ser – alimentado pelas contas de água que pagamos à Embasa.

Água tratada é saúde e desenvolvimento. Assim entendemos. Não entendemos, porém, que uma grande parte do nosso salário tenha que ser destinada para o pagamento da água que consumimos na nossa casa. Consumimos. Não estragamos nem desperdiçamos. A coisa não era assim. Assim nunca funcionou e algo deve estar contaminado ou errado.

E Francisco me deixou uma frase lapidar ao confessar, cinco ou seis anos atrás, que pagava R$200,00 (duzentos reais) de água todo mês: “Mas eu não vou deixar minhas plantinhas morrerem de sede”. O mesmo digo eu.

Francisco Nery Júnior 

 

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COMENTÁRIOS

Comentários 3

  1. F. Nery Jr. says:

    E testemunhei Francisco ajudar e assessorar muita, muita gente que até agora não se manifestou por questão de humildade e reserva, quero crer.

  2. Sandes says:

    Pagamos uma água muito cara, para quem praticamente acordamos com os pés dentro dela. Já tive muitas plantas( Frutíferas e hortaliças) mas a conta não deixa mais.(tratamento é obrigação)

  3. F. Nery Jr. says:

    E a inspiração secular de Francisco de Assis… Se devoção a uma causa é separação e santidade, São Francisco de Assis. E a consideração ao atual papa, Francisco, nosso xará, que desejamos I (primeiro); que admiramos a sua preocupação prudente e comedida de abolir sinais de pompa, poder e grandeza que, queremos crer, inspirados em Cristo.

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