26 de setembro de 2021

Crise hídrica: governo anuncia novo aumento de 6,78% na conta de luz a partir desta quarta (1º)

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Gabriel Croquer, do R7, com informações da Record TV

 

A Creg (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), formada pelo governo Bolsonaro para enfrentar a crise hídrica, anunciou nesta terça-feira (31) que determinou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a implementação de nova bandeira da conta de luz, chamada de bandeira “Escassez Hídrica”, que trará aumento de 6,78% na tarifa média.

A nova taxa será de R$ 14,20/100kWh, quase 50% acima da bandeira atual, e valerá para todos os consumidores de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022. As exceções ficam por parte dos moradores do estado de Roraima e os cidadãos de baixa renda que aderem à tarifa social da conta de luz.

Este novo reajuste contraria decisão da própria Aneel, anunciada na última sexta-feira (27), de manter a conta de luz no patamar da bandeira vermelha, que cobra taxa adicional de R$ 9,49/100kWh.

O governo justificou o aumento por conta do alto custo de geração de energia através das usinas termelétricas, de alto custo e que substituem as hidrelétricas neste momento de seca. “A arrecadação já realizada via Bandeiras Tarifárias, no atual patamar vermelho 2, é insuficiente para fazer frente aos custos reais observados e previstos, considerando a garantia do suprimento eletroenergético”, afirmou o Ministério de Minas e Energia.

A conta de luz teve seu primeiro aumento em junho, pouco depois do governo anunciar que o país passaria em 2021 pela maior crise hídrica em 91 anos. O Ministério de Minas e Energia ainda anunciou outros reajustes dentro da bandeira vermelha nos meses seguintes, até estabelecer nesta terça a nova bandeira.

A situação piorou depois que os meses de julho e agosto tiveram ainda menos chuvas do que o esperado pelo governo. Por isso, os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por cerca de 70% da geração hídrica do país, terminaram agosto com a pior média mensal da história.

Apesar da situação crítica, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, minimizou a possibilidade da Creg impor o racionamento obrigatório de energia aos cidadãos. “Os cenários indicam que temos a oferta suficiente para a demanda do sistema e as medidas estão surtindo o efeito. Estamos em condições melhores do que no início do mês de agosto”, comentou.

Pronunciamento nacional
Ainda nesta terça-feira, às 20h30, o ministro Bento Albuquerque, falará em cadeia de rádio e televisão para explicar o novo reajuste e os programas de incentivo à economia de energia que o ministério lançará junto a indústrias e cidadãos.

Para as indústrias, o programa permite a apresentação de programas de redução voluntária de energia e mudança do horário de consumo pelos empresários em troca de compensação financeira.

Já os cidadãos terão bônus de R$ 50 por 100 kWh reduzidos, limitado à faixa de economia entre 10% e 20%. Os cidadãos de baixa renda que aderem à tarifa social também poderão participar.

Da sua parte, o governo federal decretou na semana passada redução de pelo menos 10% de energia gasta pelas entidades e órgãos que fazem parte da gestão Bolsonaro.

 

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COMENTÁRIOS

Comentários 1

  1. francisco j says:

    Esse problema vem há mais de 50 anos, uma das origens desse problema e o principal são os desmatamentos e as queimadas criminosas principalmente nas nascentes dos rios, secas sempre existiu principalmente no nordeste, o Rio São Francisco e outros tiveram aguas em abundancia mas a ganancia de aumentar o setor agricola e imobiliario são provocados queimadas prejudicando as nascentes dos rios, destruindo a fauna e a flora. Quando da construção de Brasilia foi preservada e aumentada uma floresta para proteger a nescente de um rio que alimenta a cidade, em pleno 2021 estão destruindo a mata para construir condominios de luxo.

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