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REDACÃO SITEPA4

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Cantar, arma poderosa contra a Covid-19

 

O Barqueiro – Brazilian Bittles

 

O poeta é o barqueiro que segue a navegar. Como navegar é preciso – assim surgiu o Brasil – o seu destino é o mar aberto. Barqueiro sem medo, o seu destino é o mar profundo, a esperança, a salvação. E ele navega. Se esquece da pandemia mortal.

 

Navegando, ele consegue esquecer tamanha dor. Ó dor terrível, só não intolerável pelo navegar, a dor do medo e da perda de entes nossos tão queridos! O vírus nos impinge dor. Pretende anular o dom sagrado da vida. Da esperança e de ver um novo amanhecer. E navegando, nós o esquecemos; até sua aniquilação final.

 

O poeta canta pra não chorar. Pra que chorar? Que vantagem? Cristo apenas uma vez chorou.

 

Quem escuta o seu canto é que pode entender. Dar ouvido. Apurar o sentido de ouvir. Depurar o que se ouve e sintonizar no barqueiro. Só ouve quem tem ouvido para ouvir.

 

Se é canto ou desventura a exposição do sofrer, só entende aquele que escuta o canto do barqueiro. E escutar vai bem além de ouvir.

 

E nós, sempre a cantar…

 

Francisco Nery Júnior

 

P.S. O Barqueiro 

 

O barqueiro navegando pelos mares sem parar
cantando sua tristeza ele segue a navegar
Perdeu seu amor, canta prá não chorar
Navegando vai o barqueiro sempre a cantar
Navegando vai o barqueiro sempre a cantar
Navegando ele consegue esquecer tamanha dor
De um alguém que foi embora o deixando sem amor
Mesmo assim sorri só prá não chorar
Navegando vai o barqueiro sempre a cantar
Navegando vai o barqueiro sempre a cantar
Quem escuta o seu canto é que pode entender
Se ele canta ou lamenta desventura de sofrer
Não tem mais amor, canta prá não chorar
Navegando vai o barqueiro sempre a cantar
Navegando vai o barqueiro sempre a cantar
Navegando vai o barqueiro sempre a cantar!

 

 

 










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COMENTÁRIOS

Uma resposta

  1. Navegando por acaso, me deparo com essa figura extraordinária que foi meu professor de Inglês, Francisco Nery Júnior, de quem ganhei, lá pelos idos de 1980, um livro de Vinícius de moraes que leio e guardo até hoje com muito carinho.

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