Matéria atualizada no dia 19/08
Nesta semana, o site ozildoalves.com.br tomou conhecimento de um fato ocorrido na Escola Casa da Criança 05, localizada no Bairro BNH em Paulo Afonso, onde um pai diz que a instituição foi negligente quando não prestou o atendimento médico ao seu filho de seis anos, aluno da 1ª série, que se machucou durante o intervalo.
No dia 04, quinta-feira, a família do aluno recebeu uma ligação da escola informando que a criança não estava bem, pois o mesmo tinha colocado um lápis no ouvido e no nariz. O pai se dirigiu até a Casa da Criança e localizou o filho na sala de aula com marcas de sangue. Questionado sobre o que tinha ocorrido, o aluno disse ao pai que um colega o empurrou no corredor, ocasionando uma queda de cabeça de um batente com altura aproximada de sessenta centímetros. “A própria criançada do colégio confirmou o fato que aconteceu na hora do intervalo. Meu filho não tem o hábito de colocar sequer um parafuso na boca. Como eu trabalho há anos com ferramentas, desde que o meu filho nasceu é comum ele estar no meio do meu material. Porém ele conhece chave de fenda, alicate, tudo… E sabe dos perigos desses instrumentos. Sempre converso com ele”, disse o pai.
Vomitando e ainda expelindo sangue pela boca, nariz e ouvido, prontamente o pai levou o seu filho ao pronto socorro. Chegando a unidade de saúde, a médica disse que as condições da criança não eram favoráveis e que precisaria encaminhá-lo para outra cidade, pois houve um traumatismo. “Já que ninguém quis levá-lo ao hospital, poderiam ter chamado pelo menos o SAMU… Eu é que levei meu filho de moto, sendo que ele poderia ter desmaiado, caído ou até mesmo piorado a sua situação durante esse tempo que ficou sem o devido atendimento médico”, afirma o pai.
Acompanhado pela mãe, a criança então foi levada para a cidade de Arapiraca (AL). No hospital, depois dos devidos exames o médico recomendou repouso da criança, disse que nada de grave tinha acontecido na cabeça, porém, pediu que procurasse um otorrinolaringologista para os cuidados com o ouvido. Na mesma quinta-feira (04), o pai retornou a escola a fim de desmentir a história dada pela direção da Casa da Criança. “Eu já sei o que aconteceu, foi queda, não foi lápis, não. Eu não esperava uma negligência de vocês”, disse ele.
Por uma semana a Secretária de Educação da cidade foi procurada pelo pai, porém sem êxito. Então ele procurou o Conselho Tutelar, que registrou a ocorrência e disse que tomaria as devidas providências. Uma ocorrência também foi feita na delegacia.
A redação do site ozildoalves.com.br, esteve na Casa da Criança 05 nesta segunda-feira (15) a fim de recolher a versão da escola sobre o caso, porém, encontrava-se no momento apenas a vice-diretora Vivian que, por não estar presente quando o fato aconteceu, não pode responder pela direção geral. No entanto, foi dado todo o espaço para que a direção enviasse a sua nota para o site, mas até este momento a diretora Ana Maria, que se encontrava em reunião na Prefeitura no dia em que fomos até a escola, não nos enviou nenhum posicionamento sobre o caso.
Após a publicação desta matéria, a Casa da Criança 05 procurou a redação do nosso site na manhã desta sexta-feira (19), e nos disse que no momento do incidente quem estava respondendo pela escola era o Coordenador Pedagógico Aleixo. Ele nos informou que no intervalo não percebeu as escoriações no corpo da criança depois da queda, mas mesmo assim, ligou para a sua avó. Enquanto esperava pelo responsável, o coordenador fez assepsia num pequeno sangramento que surgiu.
Dez minutos após a ligação, chega o pai do aluno. Na presença das secretárias da escola e da professora Fabiana, Aleixo disse que o sangramento poderia ter sido caudado por algum objeto pontiagudo (como lápis, ponta de caneta…) e orientou o pai a levá-lo num médico. Na ocasião, a professora chegou a perguntar ao aluno se esse tipo de sangramento era comum. A criança então disse que sim, não era a primeira vez que acontecia. O pai por sua vez pegou o filho e levou até a moto. Depois ele retornou para reclamar da altura do piso e em seguida foi embora.
Segundo o Coordenador Pedagógico, a primeira atitude nesses casos é ligar para os pais e informar o ocorrido. “Não havia a necessidade dessa exposição do fato, tanto é que hoje o menino está bem”, disse Aleixo, que não entendeu o porquê da atitude do pai, afinal, de acordo com sua versão, todos os procedimentos foram tomados.





