SOCIEDADE FALIDA
Numa sociedade condenada pelo consumismo exacerbado e pelo prazer que desumaniza o indivíduo, estamos impossibilitados de nos tornar cidadãos plenos.
Com nossas bases sociais à prova, temos mergulhado num vazio profundo de onde não há retorno. E por mais que tenhamos consciência dos riscos que corremos, nenhum passo temos dado para nos salvar.
Já acometidos por uma fraqueza inevitável, mergulhamos lentamente numa profunda depressão e não conseguimos enxergar que mais do que os sonhos desconexos e do que a esperança desesperada precisamos reencontrar-nos enquanto seres humanos para que nos libertemos das amarras do consumismo desenfreado e vicioso, no qual a filosofia do “ter” se mostra soberana e superior ao “ser”, equivocadamente.
Nesse sentido, para que superemos a denominação de “sociedade falida” incapaz e a ponto de eclodir, precisamos curar as feridas expostas, deixando proliferar o nosso sentimento de solidariedade há tanto esquecido nas relações conturbadas que nos entrelaçamos cotidianamente.
Rodelas/BA, 24 de março de 2011.
Prof. Generino Gabriel de Jesus





