24 de abril de 2026

Uma breve reflexão entre copa vela, marketing, juventude, influências e pensamento

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Olá pessoal da redação. Venho através de esse e-mail manifestar minha opinião e inquietação diante de algumas observações de cunho pessoal, na qual vejo presente na idéia de outras pessoas também. A princípio desejo enfatizar que o que mais me motivou a escrever esse e-mail foi o relato do internauta André na reportagem “O folião, a copa vela e o fim do trio elétrico”, que eu concordo em número e gênero e deixar bem claro que não vim aqui tomar partido de A, B ou C. 


 


Acredito eu, caros amigos, que o momento não é de encontrar culpados e sim de propor soluções, o que não é nada fácil, pois criticar é fácil, tentar uma melhoria no mínimo é arriscado, pois como se fala na linguagem popular: “deixa quieto”, é o mais cômodo a ser feito. Não estou falando aqui somente da Copa Vela, pois a mesma apenas é um reflexo bem cristalino do que acontece na juventude e com todo esse “jogo” de marketing que é feito em cima do comportamento das pessoas, o que gera a construção de uma nova forma de pensar para os mesmos.


 


A copa vela está em um processo de se tornar privado, pois segue o modelo de outros carnavais fora de época, como o Recifolia, Maceió Fest e por ai vai. Vários são os motivos alegados para ser fechado, segurança, organização e etc. Mas ai eu me pergunto, porque cidades como Natal com seu Carnatal e Fortaleza com o Fortal continuam com esses eventos, e a cada ano mais foliões prestigiam essas festas? Os tempos são outros, é o que falam. Tudo bem, então estamos no tempo que para se curtir uma festa, tem que estar no camarote, ser vip e, além disso, ter o melhor tênis, a melhor calça, ir com o carro do ano, ter o corpo mais escultural, está certo? Isso tudo em busca de uma felicidade que cada vez mais está distante dos jovens de hoje em dia, onde o que se presencia são meninos e meninas totalmente bêbados e usando todo tipo de droga para poder se divertir. E porque hoje em dia está tudo assim? Será a falta Deus no coração dessas pessoas? Será que os pais não estão educando seus filhos como antigamente? Será que os meios de comunicação influenciam?


 


Cada um que levante sua bandeira, mas acredito que os culpados somos nós mesmos, que vemos tudo isso e ficamos de braços cruzados, esperando alguém vir e corrigir. As músicas incitam a violência, sexo e o uso de bebidas, mas não é disso que a garotada gosta? Acho que é isso que passa na cabeça de quem faz parte desse mercado. Atualmente se vai pra uma festa pensando no que vai se beber, então bota bebida liberada pro povo que as bandas e os artistas é só pra completar a festa e “fecha” com aquela marca de bebida para o faturamento ser maior. Venho de uma época que o pensamento era justamente o contrário.


 


Bem, essas minhas palavras é uma forma de desabafo mesmo. Ao sistema capitalista que vivemos onde tudo tem um preço e valor a ser pago e as pessoas cada vez mais se convencem disso, devido ao “bombardeio” da sociedade como um todo em cima delas. Finalizando, quero dizer que Festa é um momento de confraternizar, encontrar amigos, comemorar, namorar, enfim, não estou recriminando quem bebe ou usa outro tipo de droga licita ou ilícita, afinal cada um sabe o que faz com seu próprio organismo, mas, que isso não se torne o motivo principal de se festejar. E aproveitar para lembrar que o homem nos primórdios de sua história caçava e pescava para a sua sobrevivência, não quer dizer que devemos voltar a idade da pedra, mas devemos usar a evolução da sociedade, serviços e tecnologia em beneficio do criador dessas “perfeições” e não para a destruição do mesmo. O homem.


 


Att.


Arthur Galeão. Psicólogo Clínico.

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