14 de abril de 2026

Wagner e Geddel soltam “cobras e lagartos”

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POLÊMICA: GEDDEL RESPONDE A JAQUES WAGNER


 


O ex-ministro e candidato ao governo pelo PMDB, Geddel Vieira Lima, em contato com o Bahia Notícias respondeu, e de forma contundente ao governador Jaques Wagner. Literalmente, portanto aspeado, disparou Geddel: “As declarações de Wagner são sempre surpreendentes pela absoluta incoerência e adequação do discurso às suas conveniências. Sou o mesmo homem que há quatro anos fui ardorosamente disputado por ele.


 


A minha honestidade, defeitos e qualidades já eram conhecidas. Por que me quis? Por que quis que andássemos pela Bahia inteira? Por que quis que indicássemos cargos ao governo? Ele diz que avalizou a minha indicação ao ministério. Avalizou um homem sério e competente ou alguém que tinha métodos  carlistas? Avalizou o que era bom para o Brasil e para a Bahia ou para as suas conveniências? Diz ele que tem legitimidade para pleitear a candidatura ao governo. Claro que tem legitimidade. Agora, o nosso apoio tem legitimidade  para reivindicar que tivesse feito um bom governo. Mas não fez.


 


Portanto, não será legítimo para o PMDB e para mim continuar a apoiar alguém que não demonstrou estar à altura do governo e da Bahia. Por fim, quem leva Otto Alencar para vice da sua chapa; quem lutou para ter César Borges ao seu lado como candidato ao Senado tem alguma autoridade para falar do carlismo? Quero, mais uma vez, elogiar a sabedoria popular: macaco não olha para o rabo.” É polêmica das boas…


 


(Samuel Celestino)


 


WAGNER VÊ “MÉTODO” CARLISTA EM GEDDEL


 


O governador Jaques Wagner (PT) avaliou que os “métodos” do PMDB baiano “são muito similares” aos utilizados pelo senador Antônio Carlos Magalhães, em participação ao programa Canal Livre, da Band, exibido na noite deste domingo (23).


 


Para o petista, o legado eleitoral carlista está vinculado ao ex-governador Paulo Souto, ao senador ACM Jr. e ao deputado federal ACM Neto. “A identidade do senador está no DEM, e o método está com o PMDB baiano”, definiu. Sem citar o nome do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB), Wagner comparou a sua “forma de fazer política” com a do ex-ministro. “Faço obras em todas as prefeituras. Já o ministério comandado pelo PMDB segrega muito, exige fidelidade eleitoral. São métodos que assemelham muito (com o carlismo). É uma forma de fazer política mais do constrangimento”.


 


Ele recordou ainda que o PMDB baiano já apoiou o PFL no passado, e que Geddel “passou 4 anos batendo no presidente Lula”, quando era líder da oposição na Câmara Federal. “Sem tirar o mérito” do trabalho de Geddel, Wagner ressaltou que “ele virou ministro com recomendação nossa. Eu recomendei”. No final da entrevista, Wagner voltar a criticar os “métodos” de Geddel: “Para ele só se faz para os amigos. Ele nem fala do presidente Lula, ele fala ele: ‘Eu é que estou trazendo”.


 


WAGNER: FALTA “IDENTIDADE POLÍTICA” NO PMDB


 


Em sua participação no Canal Livre, neste domingo (23), o governador Jaques Wagner (PT) disse acreditar que a eleição baiana estará polarizada entre o candidato do DEM, Paulo Souto, e sua candidatura, devido ao cenário nacional. “O PMDB baiano está um pouco vinculado a uma identidade política (…)  Vejo a polarização do projeto Dilma e projeto Serra. O projeto Dilma muito identificado com minha candidatura, do PT, e o do Serra com a do candidato do DEM”, avaliou. “Minha identidade com o projeto do presidente Lula é infinitamente maior (que a de Geddel). O povo sabe disso e vai distinguir. O projeto dele é minha cara”, reiterou. 


 


Apesar do PMDB nacional estar com o PT, Wagner reconhece que pode não contar com o partido na Bahia, na possibilidade de um segundo turno contra Souto: “A posição do PMDB no segundo turno, não tenho a menor ideia. Nunca sentei com o PMDB baiano para discutir”, disse, para em seguida cobrar: “Indo eu e o DEM, espero que o PMDB venha apoiar respeitando a aliança nacional”.


 


O petista criticou a decisão de Geddel de romper com seu governo, para lançar uma candidatura própria. Para ele, esse é o “caso mais gritante” de como o PMDB recebe mais do PT do que cede, na aliança nacional. “O governador Sérgio Cabral conseguiu demandar do PT que não lançasse candidato no Rio. Aqui a legitimidade era minha. Estou no cargo. Primeiro nas pesquisas. 70% de aprovação”, disse.

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