
O projeto de lei enviado pelo prefeito Mário Galinho, conhecido como Mário Galinho, que prevê reajuste de 7% para servidores públicos municipais, não foi votado na sessão desta segunda-feira (13) da Câmara Municipal de Paulo Afonso e deverá retornar à pauta apenas após o feriadão, com expectativa para o dia 22 de abril.
A proposta trata da revisão geral anual e, conforme consta no texto do projeto, contempla servidores públicos municipais da administração direta, ativos, com aplicação do índice sobre o vencimento básico. Segundo debates já realizados em plenário, cerca de 1.032 servidores devem ser beneficiados.
A gestão municipal havia solicitado a tramitação em regime de urgência, com dispensa das formalidades, para votação imediata. No entanto, o pedido não atingiu o número necessário de votos. Foram 11 vereadores favoráveis à urgência e cinco contrários — sendo que eram necessários 12 votos (dois terços da Casa) para aprovação.
A oposição justificou o voto contrário alegando falta de tempo hábil para análise da matéria, destacando que o projeto foi protocolado apenas na sexta-feira, dia 10 de abril, o que, segundo os parlamentares, inviabilizou uma avaliação mais detalhada antes da votação.
Durante os discursos, vereadores da base governista defenderam a proposta e elogiaram a iniciativa do prefeito, destacando a importância da recomposição salarial. Também houve críticas às gestões anteriores, apontando a ausência de reajustes desde 2017.
O líder da bancada governista, Beto Doido, reforçou as críticas ao afirmar que os servidores acumulam perdas salariais ao longo dos anos. Em seu discurso, ele destacou que, além de estarem sem reajuste desde 2017, trabalhadores chegaram a acumular até nove períodos de férias sem o devido pagamento.
O projeto também estabelece que o reajuste terá efeitos retroativos a 1º de março de 2026. A matéria segue em tramitação e deve ser apreciada na próxima sessão ordinária, em Paulo Afonso.





