14 de abril de 2026

População de Paulo Afonso sofre com orelhões quebrados

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Em Paulo Afonso é irritante necessitar de um telefone público,vários orelhões da cidade têm apresentado defeitos técnicos ou problemas causados por vandalismo. Esta situação tem deixado os moradores irritados, por impossibilitar o uso dos aparelhos para fazer ou receber ligações.

A dona de casa Maria de Jesus de 56 anos, que mora no Bairro Tancredo Neves, afirmou que os problemas nos orelhões se estendem por vários pontos da cidade.


– Eu moro com um filho e não tenho telefone em casa, por isso preciso muito usar os telefones públicos, tanto para fazer as minhas ligações, quanto para receber notícias da minha família, e encontro muita dificuldade em encontrar aparelhos que estejam em perfeito estado – reclamou a dona de casa.

Sobre os índices de defeitos nos aparelhos, a Telemar, empresa telefônica responsável pelo serviço em todo o estado, informou que teve suas metas de qualidade certificadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e que a prestação de serviço é avaliada com rigor pela agência reguladora.


De acordo com a Telemar a empresa atendeu mais de 98% dos pedidos de reparo de orelhões em até 8 horas, cumprindo a meta estabelecida pela Anatel. A empresa também informou que a operadora está investindo mais de R$ 5 milhões por ano em medidas de segurança.

Com relação aos atos de vandalismo contra telefones públicos, a Telemar informou que este é um dos desafios da operadora. A empresa informou que 6% dos orelhões instalados no estado da Bahia são danificados mensalmente. Para conter os vândalos, a Telemar mantém um corpo técnico capaz de identificar as ações que depredam o patrimônio público construído pela operadora, além de interagir com os órgãos de segurança pública municipais e estaduais.


Donos de bancas e estabelecimentos comerciais que vendem cartões telefônicos vêm registrando, nos últimos meses, uma diminuição na procura pelo produto. Segundo comerciantes, a queda nas vendas se deu em função do alto número de orelhões quebrados não só no centro da cidade como na maioria dos bairros.


Usuários alegam que essa pode ser uma estratégia de marketing para incentivar o uso da telefonia móvel. A Oi/Telemar – responsável pela manutenção dos orelhões – afirma que faz o reparo de orelhões quebrados em até 8 horas após a primeira reclamação, mas a realidade nos bairros de Paulo Afonso é outra.
Segundo associações de moradores, em alguns pontos da cidade há orelhões com defeito há mais de dois meses. Enquanto isso, os cartões telefônicos ficam “encalhados” nos pontos de venda.

A Oi informou que, “como os orelhões são instalados em vias e estabelecimentos públicos, sofrem diariamente danos por vandalismo. Mas, moradores dizem que os orelhões acabam danificados com a falta de manutenção. De acordo com o comerciante Rogério Melo, no BTN pelo menos 10 aparelhos estão danificados. “Eles acabam quebrando com o tempo e o uso. Têm alguns que, quando colocamos o cartão, ele suga e perdemos todos os créditos. A maioria está assim. Quem não sabe do problema acaba perdendo o cartão. Acredito que isso seja uma jogada de marketing para eles (Oi/Telemar) continuarem vendendo celulares”, lembrou o comerciante.

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