Cadê a duplicação da ponte de acesso ao centro de Paulo Afonso?

Por | 16 de agosto de 2013 às 8:05

A cidade de Paulo Afonso tem em seu centro uma ilha artificial. Esta ilha está separada do continente pelo canal que abastece o reservatório da Usina Hidroelétrica de Paulo Afonso. A parte da cidade localizada na ilha tem uma ponte como único acesso, os demais se encontram nas áreas operacionais da CHESF.

A problemática em análise refere-se à necessidade da criação de uma nova ponte de acesso à ilha, ou pelo menos da ampliação e reforma da já existente. Tal necessidade surge do fato de que a estrutura viária da ponte cria barreiras para a circulação de pedestres e ciclistas. …

Atravessar a ponte a pé torna-se um enorme perigo, a calçada é muito estreita e o pedestre tem a proteção externa proporcionada por guarda-corpos pré-moldados de concreto, de altura menor que a recomendável, e nenhuma proteção interna. Tal proteção, que tem o nome técnico de guarda-corpos, tem a altura de 70 cm, o que vai de desacordo com as normas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, que em seu Manual de Projeto de Obras de Arte Especiais diz que “os guarda-corpos […] devem ter alturas variando entre 90 e 100 cm”. Além de tal irregularidade, nota-se que a calçada também tem medidas inferiores às recomendáveis, 50 cm a menos. Com isso o pedestre tem que escolher se atravessa a ponte pela calçada, correndo o risco de cair, ou se atravessa na pista com chances de ser atropelado.

O Plano Diretor da cidade que traçou como um de seus objetivos gerais a melhoria da condição de vida da população, tratando-se da racionalização do sistema viário diz:

Art. 21 – O Poder Executivo Municipal, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, racionalizará o sistema viário urbano obedecendo às seguintes diretrizes:
I. o acesso à Macrozona Insular deverá ser melhorado pela duplicação da ponte atual que permitirá articulações com os sistemas viários de ambos os lados, conectando-se diretamente com a Av. Apolônio Sales e a Av. Hemetério de Carvalho;

Como é de se notar até o momento tal obra não foi executada, apesar de há alguns anos ter-se iniciado uma reforma na ponte, que em pouco tempo foi interrompida. Continua assim a inviabilidade de travessia que confronta as normas do Direito Urbanístico.

Resta-nos reafirmar a urgência e a necessidade da duplicação da ponte atual, buscando com isso a preservação da vida humana, a segurança e conforto dos cidadãos. Nenhuma intervenção do setor público terá brilho enquanto esses problemas não tiverem sidos resolvidos.

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