8 de maio de 2026

Professor Nery: Turismo em Paulo Afonso

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Todos sabemos que turismo é uma indústria. Também sabemos que países como a Espanha vivem do turismo. Ainda sabemos que há alguém encarregado do turismo em nossa cidade.
Mrs. Sandi Meyer é uma turista americana em Paulo Afonso. Após almoçar em um restaurante local, levei-a ao topo da barragem da Usina IV para que ela tivesse uma visão panorâmica da cidade. O sol lá em cima desanima; queima a cabeça. Para retornar com o carro, um sacrifício. A área de manobra é reduzida. Como a cidade ganharia se, após uma parada em um palanque protetor, a gente pudesse levar o turista em passeio panorâmico por cima da barragem beirando todo o lago da usina até o Bairro Centenário!
 
Estivemos no Riacho em uma aula de inglês. A senhora Sandi se encantou com a Serra do Umbuzeiro. Queria subir. O aluno morador de lá logo desencorajou. A subida não é fácil.
 
Na entrada de Nova Glória, novo encanto: a montanha à esquerda que é um pavor para os pilotos. Que vista maravilhosa o topo da montanha deve oferecer! Não obstante, não há caminho, estrada, trilha ou o que quer que seja.
 
Em Paulo Afonso, temos um prefeito operante agora aliado do governador e, em Nova Glória, uma prefeita cujo marido nada mais é do que o Ministro das Cidades. O pessoal certamente vai concordar comigo que agora estamos como que com a faca e o queijo nas mãos. O estado de Pernambuco deu um salto pra frente nos últimos anos. O presidente anterior é pernambucano! Nasceu em Caetés.
 
Seria o caso, quero crer, de os subalternos, agora – aqueles que dirigem departamentos -, pressionarem os que têm a faca na mão para que possamos, nós outros, saborear o queijo. Os chefes, meus amigos, têm que ser convencidos. Com mil e uma coisas na cabeça, têm apenas a visão geral. Muitos querem consistência e segurança. Vocês têm que observar, estudar, coletar dados, sondar viabilidades e jogar duro com o chefe. Podem ficar certos: a maioria prefere assim. Afinal, são os chefes que vão colher os louros da vitória.
 
A Chesf poderia imitar a Petrobrás e dar uma mãozinha. É chique colaborar com a comunidade. Ela, como a Petrobrás nos seus misteres, só tem a ganhar. Não faz sentido uma estatal se contorcer dentro de uma concha, reduzir-se à produção de um único bem ainda que fundamental. Tem que sair para o social; se envolver. O lucro de uma estatal é o bem-estar do povo.
 
Exagero? Irresponsabilidade? Falta do que fazer? Sonhos e quimeras de um colunista menor? Não. Certamente que não. Acho que não.
 
 
Francisco Nery Júnior

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