Por

Ivone Lima PA4.COM.BR

Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

O autismo é um distúrbio de extrema complexidade. Tem sintomas que variam conforme a idade e pode se manifestar em graus muito diferentes. Os estudos apontam que a doença tenha origem no fator genético, mas não apenas nele. O fato é que se manifestando em graus distintos, quando se percebe de forma precoce que a criança é autista, torna-se mais fácil criar condições que proporcionem sua interação social.

 

Professor Rouber, psicólogo.

 

É exatamente aqui que entra o curso de pós-graduação da faculdade Redentor: Especialização em Transtorno do Aspecto Autista, cuja primeira aula presencial foi neste sábado (28), no salão da paróquia de Nosso Senhora do Perpétuo Socorro.

 

1º turma do curso de pós-graduação em TEA, Instituto Mandacaru.

 

″Os pais percebem logo no início, o que há é uma relutância em aceitar, dificilmente os pais aceitam de primeira, tentam achar que algumas características na criança são normais, como, por exemplo, um desenvolvimento acentuado da percepção olfativa, mas o Transtorno do Espectro Autista (TEA), pode vir acompanhado de muitos outros distúrbios que dificulta o diagnóstico″, disse Décio Oliveira professor da Redentor e colaborador do Instituto Mandacaru.

 

2º turma do curso de Libras, projetos que visam a inclusão.

 

 

Para este primeiro módulo todas as vagas foram preenchidas sendo que, voltado exclusivamente para TEA é a primeira vez que o Instituto Mandacaru trabalha.

 

 

Salão paroquia, Perpétuo Socorro.

 

″Não havia até bem pouco tempo material para a formação, hoje a realidade é outra, além do avanço nas pesquisas, você tem nas escolas um acompanhamento especial para crianças que tenham algum tipo de deficiência″, pontua Clécio.

 

Com esta formação, acrescenta Pe. Gilmar, espera-se gerar os multiplicadores desse conhecimento específico para ajudar na socialização de crianças e adultos autistas: psicólogos, professores – boa parte deles são pais, a fim de que chegue realmente às famílias.

 

Instituto Mandacaru

 

A inclusão do autismo como tema para formação foi ideia do bispo dom Guido Zendron que, caminhando pela diocese, em suas 23 paróquias, conhece bem a realidade dessas famílias e a necessidade de interação social de quem é portador de algum transtorno.

 

Tudo nasceu, porém, dentro do Instituto Mandacaru, criado há duas décadas, pelo saudoso dom Mário Zanetta, projeto que desde o início contou com a participação de Pe. Gilmar.

 

″Iniciamos com ensino religioso, naquela época não tinha a faculdade como hoje assim tão próxima, e depois nós trabalhamos com outros temas, mas sempre voltados para a inclusão″, disse o padre.

 

Sendo que o Instituto não ficou apenas nos muros da diocese, estendendo suas ações também nos Estados vizinhos como Sergipe, Pernambuco e Alagoas. Em Paulo Afonso, reconhecido como de utilidade pública, contribuiu com projetos ecológicos, como o plantio de mudas, oficinas profissionalizantes e terapêuticas entre outros.

 

No sábado, paralelo às aulas de TEA acontecia o curso de Libras que já que está na 2ª turma, também focando na pessoa, que pode ter sentidos muito mais aguçados que os sem transtornos, mas que precisam da compreensão dos pais, professores e amigos para viver melhor.

 

 

 

Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.