Sindimed-BA relata problemas após checagem de condições de trabalho no Samu e hospitais de Paulo Afonso

Por SINDIMED BAHIA (www.sindimed-ba.org.br) | 27 de julho de 2020 às 12:43




 

 

Em viagem à cidade de Paulo Afonso, no dia 23 julho, a presidente do Sindimed-BA, Dra. Ana Rita de Luna, fez visitas de inspeção à base do Samu, ao Hospital Municipal, ao Hospital Nair Alves de Souza, à UPA dedicada a Covid e à Policlínica de Paulo Afonso. Na oportunidade, conversou com médicos e gestores que atuam em todas essas unidades, identificando as ações de proteção contra a pandemia, bem com as relações de trabalho.

 

Essas visitas foram acompanhadas por Luís Carlos D’Angio (diretor regional do Sindimed) e Frederico Reis (delegado do Cremeb), num momento em que, segundo as estatísticas do município, tem aumentado o registro de casos de Covid na cidade, que contabiliza 14 óbitos por Covid-19.

 

Problemas no Samu

 

Na base do Samu, houve denúncia de que os macacões descartáveis estão sendo reutilizados porque não tem quantidade suficiente para a demanda do trabalho. Embora a lavanderia do Hospital Municipal informe que só faz a lavagem dos macacões de tecido (que são reutilizáveis), tem documentos no Samu comprovando o contrário. Além disso, foi relatado que os testes rápidos para Covid estão com fluxo de reposição irregular.

 

Outro problema identificado foi que o serviço é penalizado quando ambulâncias simples atendem chamados a pacientes que testam positivo, mas não podem fazer o transporte dos mesmos, tendo que aguardar no local, por duas ou três horas a ambulância especializada. Isso, além de reduzir a capacidade de atendimento, gera certa comoção na população dos locais.

 

Quatro médicos do serviço já foram afastados por Covid, todos já em processo de retorno, mas o risco de contaminação é grande, dada a frequência com que o Samu transporta pacientes com Covid.

 

Os profissionais da unidade se queixam que prefeitura não está pagando adicional noturno aos médicos plantonistas. E também que, embora estejam no Reda, não recebem o adicional de insalubridade. O Sindicato vai buscar interlocução com a prefeitura para discutir o assunto.

 

Outra dúvida levantada pelos profissionais é se o seguro por afastamento vale somente para quem se afasta por 15 dias ou para todos que estão no grupo de risco e já estão afastados há alguns meses. O corpo jurídico do Sindicato está analisando o que a legislação determina em relação a isso.

 

Hospital Municipal

 

O setor dedicado a Covid no hospital foi desativado e transferido para UPA especializada, que tem ambulância dedicada. O hospital tem estrutura de UTI construída recentemente, com 10 leitos (nove normais e um de isolamento), mas ainda não está em funcionamento porque aguarda contratação dos médicos intensivistas e de um responsável pela Unidade.

 

Dos 25 médicos que atuam na unidade, já houve cinco afastamentos por Covid. Destes, três retornaram e dois permanecem afastados. Como medida protetiva ao grupo de risco, três médicas estão afastadas. Duas por comorbidade e uma gestante. Todas recebendo normalmente os vencimentos.

 

Assim como ocorre no Samu, no hospital também é irregular o fornecimento de kits de teste rápido, os profissionais apontam inconstância do envio por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Isso é ainda mais preocupante porque a lavanderia do hospital recebe roupa proveniente da UPA dedicada e do Samu. Da UPA Covid só as roupas de cama, as de utilização pessoal dos médicos são lavadas lá mesmo.

 

No hospital predominam contratos via Reda e alguns CLT remanescentes. Foi apurado ainda que foi instalado recentemente na unidade um dos três aparelhos de tomografia da cidade, mas o equipamento ainda não está em funcionamento.

 

Hospital Nair Alves de Souza

 

Conhecido como antigo hospital da Chesf, a unidade está sendo paulatinamente transferida para a prefeitura (25% a cada trimestre) no espaço de um ano, obedecendo a um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). O hospital é referência para emergências em toda microrregião. É unidade obstétrica e neonatologia de referência.

 

De caráter geral, localizado na área mais central da cidade, o hospital dispõe de emergência para adultos e crianças, maternidade, ortopedia, anestesiologia, cirurgia geral, pediatria e neonatologia.

 

Segundo o diretor médico, Fábio Romão, durante o compartilhamento de gestão a parte médica é assumida pelo município, na pessoa da Dra. Juli Caroline Nóbrega. A mudança tem impacto nos contratos, que passam a ser responsabilidade da prefeitura. A Chesf terceirizava a contratação dos médicos através de empresa gestora, que adotava o regime CLT com todos os direitos. Agora, relatam os médicos, são na modalidade Reda, mantendo direito a férias e 13º, mas sem FGTS.

 

Nesse período da pandemia, o gestor da Chesf relata que teve dificuldade de aquisição de EPI, mas já está praticamente regularizada. As máscaras N-95, que eram só para a emergência e áreas críticas expostas à Covid já estão sendo disponibilizadas para os demais profissionais e as capas de tecido já foram praticamente substituídas pelas descartáveis.

 

Os testes rápidos para Covid do pessoal do hospital foram feitos inicialmente pela prefeitura e, agora, a Chesf está repetindo a testagem. Pacientes com suspeita são encaminhados para a UPA Covid, que fica anexo ao hospital.

 

A unidade não tem isolamento na emergência para suspeitos de Covid. E já dois médicos positivaram para Covid. Outros três obstetras se afastaram por Covid, mas já retornaram. E há quatro afastados na pediatria por estarem no grupo de risco.

 

UPA dedicada a Covid

 

A inspeção realizada pelo Sindicato identificou que os procedimentos de segurança estão sendo observados na unidade, com utilização do macacão impermeável, avental descartável e tubo de desinfecção (Senai-Cimatec). Três luvas são utilizadas por cada profissional, sendo a mais externa substituída a cada procedimento. Dentro da unidade, onde é climatizado também há utilização de capa de couro impermeável. Apenas um médico foi afastado por Covid.

 

Dois plantonistas, sendo um na triagem e respirador e outro para UTI e sala amarela, fazem jornadas de 12 horas, com a retirada e recolocação dos EPIs a cada 6 horas. A unidade dispõe de quatro leitos UTI na sala vermelha e outros 10 na sala amarela, que estão plenamente ocupados, refletindo o aumento nas internações. A ala de síndrome gripal tem três leitos, com apenas um disponível no momento da visita.

 

Os contratos são via Reda, com 60 dias para pagamento. Cada mês trabalhado só é pago ao final do subsequente.

 

Policlínica

 

Um consórcio de nove prefeituras mantém a unidade, que ainda recebe do Estado a infraestrutura e 40% do custeio. A contratação dos médicos é pela CLT e o ingresso por concurso público.

 

A principal demanda (46%) é oriunda de Paulo Afonso. Duas triagens para quem vem de outros municípios, uma no ônibus e outra na chegada à unidade. Atendimento por agendamento, nos moldes do SAC.

 

 

A estrutura está adaptada para a pandemia com marcação de distanciamento na sala de espera e no acolhimento. A unidade faz exames de ressonância, tomografia, endoscopia e, colonoscopia, esses dois últimos suspensos, no momento, por falta de anestesiologista. A sala de pé diabético ainda não tem cirurgião vascular.

 

Os pacientes também podem fazer teste ergométrico, eletrocardiograma, ecocardiograma, mamografia, eletroencefalograma, ultrassonografia e Raio X. A empresa Telediagnóstico dá suporte aos laudos da área de bioimagem.




 



11 comentários em “Sindimed-BA relata problemas após checagem de condições de trabalho no Samu e hospitais de Paulo Afonso”

  1. Finalmente dizer o que, contra argumentos não há fatos.
    Contra fatos não há argumentos.
    Prefeito, cadê aquela cidade que o Sr dizia, melhor saúde da Bahia, outra premissa do gestor, a cidade que pode dormir de portas e janelas abertas.
    Prefeito, deixa de blá blá blá.

  2. Mesmo com algumas dificuldades. Paulo Afonso e seu gestor estão de parabéns.
    Melhor interior com organização da cidade .
    👏👏👏👏👏

  3. E uma abesurdo, como e que funcionar , raio x, tomografia, ressonância, sem ter uma medico responsável pela unidade, e só colocar os aparelho e pronto, tem que ter um medico responsável que fique na unidade, não e só lauda os exames a distancia e pronto…

    1. Tem diretor médico na unidade, o modelo telemedicina é utilizado em todo o mundo , tu sabe de nada doido. Cada um com exame laudado leva para o especialista que solicitou.

  4. A CIDADE ESTA ENTREGUE AS BARATAS. A CIDADE, ESTA SEM COMANDO. O PIOR É QUE OS IDIOTAS AINDA QUEREM ANILTON DE VOLTA. COMO SE ANILTON FOSSE DIFERENTE DE LUIZ DE DEUS. VAI FICAR A MESMA PORCARIA. SÓ É DIFERENTE NA IDADE. A POLITICAGEM É A MESMA. OS SECRETARIOS SERÃO OS MESMOS. OS PUXAS SACO SERÃO OS MESMOS. DURANTE SEUS OITO ANOS, ANILTON NÃO FEZ COISA NENHUMA. SE VOÇÊS, ACHAM QUE PRAÇAS, E ASFALTO, É ALGUMA NOVIDADE, ENTÃO ELE FEZ. OLHEM PRA O BAIRRO SIRIEMA, BARROCA. OLHAM NADA. POIS LÁ NÃO MORA NENHUM AMIGO DE VOÇÊS.

  5. A SAÚDE EM PAULO AFONSO, ESTA UMA PORCARIA, E SEMPRE ESTEVE. INTERESSANTE, É QUE DURANTE ANOS, DOIS MÉDICOS ESTIVERAM NO COMANDO COMO PREFEITO: LUIZ DE DEUS, E ANILTON. ANILTON, ATÉ A MATERNIDADE DO BTN FECHOU. NA SUA GESTÃO, TROCOU POR QUATRO VEZES O SECRETÁRIO DE SAÚDE. JÁ LUIZ DE DEUS, PEGOU UMA MARRETA E ACABOU DE QUEBRAR TODA SAÚDE. ATÉ QUE CONSEGUIU FAZER DE SEU GENRO, O ANTIPATICO LUIZINHO, SECRETÁRIO DE SAÚDE. EITA ELEITOR IDIOTA É O POVO DE PAULO AFONSO. EU JÁ FUI IDIOTA, MAS NÃO SOU MAIS.

  6. Esse SAMU já era ,,já foi bom ,,,a enrregularidade começa com ela parte administrativa que estão fazendo o que quer ,,já sabe o que estou falando né 💴💴💴💴

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