1 de agosto de 2021

O vácuo que ignorou vidas…(Evelyn Santana)

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Redação (pa4.com.br)

Por Evelyn Santana

Presumo que a maioria dos que estão lendo este texto, esteja familiarizado com redes e mídias sociais. Haja vista, o fato deste texto estar sendo veiculado por uma plataforma digital. Nos dias atuais, uma das maiores queixas se dá em conversas informais entre amigos ou conhecidos, geralmente… em um aplicativo de troca de mensagens muito popular entre os brasileiros. Essa queixa, diz respeito ao famigerado: Vácuo. Acredito que todos nós passamos pela situação no mínimo desagradável de não recebermos a resposta que gostaríamos em um tempo razoável. Essa situação é recorrente e tema de vídeos, memes e piadas.

Imagine agora que a mensagem não respondida poderia salvar sua vida. Imaginou? É disso que se trata. Gostaria de abordar temas mais amenos, ou temas que não postulassem minha ausência de neutralidade. Não que ela não se faça presente em alguns assuntos. Em contextos em que não tenho lugar de fala, vivência ou espaço narrativo, a neutralidade faz-se necessária. Contudo, enquanto brasileira inserida na mesma situação dos demais, me dou o direito de ser um pouco mais incisiva.  Quando me refiro ao vácuo que ignorou vidas, falo da ausência de respostas do Presidente Jair Bolsonaro. Sim, todos nós estamos cansados de ler notícias sobre o fato do referido Presidente ter deixado de responder 53 e-mails da farmacêutica Pfizer enviados para pedir um posicionamento sobre a compra de vacinas para a covid-19. Não há como ser neutro diante desse fato. Sobretudo, quando as respostas a esses e-mails poderiam ter salvo VIDAS.

Me pergunto qual seria seu posicionamento em uma situação similar? Me pergunto se diante da possibilidade de incidir sobre o direito à vida de pessoas que estão diretamente ligadas as suas escolhas, você ignoraria 53 e-mails… É uma pergunta retórica, mas acredito que a maioria saiba a resposta. Caso não tenha parado para questionar-se, esse é um bom momento.

Sobre o ultimo “vácuo”, utilizando ainda do termo do mundo digital… Não podemos afirmar que seja o primeiro que recebemos. Foram múltiplos, sequenciais e conscientes.  E as respostas que recebemos vieram com atraso, quando vieram… bem, digamos que no campo dessa analogia, não foram das melhores. Caso fossem, estaríamos vivenciando outro quadro.

Se em casos corriqueiros, a situação fosse similar em termos de importância no contexto do aplicativo citado, nos veríamos diante de algumas ações: a expressão de nossa insatisfação, a resposta em forma de ausência de resposta ou o terrível e temido bloqueio. Mas não é…

Nesse caso, ou seja, no vácuo presidencial, a expressão de nossa insatisfação é salutar e temos liberdade e espaços para tal.  A ausência de respostas implicaria na ausência de resolutividade diante do nosso problema e o bloqueio… Sim, ele também é possível. Já tivemos outros exemplos na história.  A diferença crucial, reside no fato de dessa vez nossas vidas estão em jogo. O que faremos? Vamos aguardar respostas como se não estivéssemos correndo contra o tempo?  Vamos nos resignar diante da indiferença que perpassa o a analogia utilizada? Acho que esse é um vácuo que não podemos ignorar… Já estamos sendo ignorados coletivamente.  Cabe a nós decidir coletivamente também o que faremos. Pois, o administrador parece estar ausente do grupo. Nós não!

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