1 de agosto de 2021

Na Grande Paris, 170 quilômetros de ciclovias em um ano de Covid-19 (Francisco Nery Júnior)

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Redação (pa4.com.br)

Neuilly-sur-Seine (Hauts-de-Seine). L’Ile-de-France compte aujourd’hui 170 kilomètres de voies cyclables créées après le premier déconfinement, appelées aussi coronapistes. LP/Olivier Corsan

 

São cento e setenta quilômetros de “vias [perfeitamente] cicláveis” construídas na Grande Paris em apenas um ano, de junho de 2020 a junho de 2021. E os parisienses não estão satisfeitos. Eles querem mais.

O Le Parisien, jornal de Paris onde a notícia apareceu em 05.07.2021, teve o cuidado de denominá-las “provisórias”. Mas a foto que capturamos para o leitor atesta que elas são diligentemente cicláveis, neologismo que o sistema Word está a recusar.

O cuidado com a notícia vem após o cuidado com a segurança do ciclista. Na foto, pode-se observar o tamanho – e o peso – dos blocos de concreto que as autoridades de Paris colocaram para a proteção dos usuários da ciclovia. Em Salvador, Rio e São Paulo, lamentável a parcimônia das nossas autoridades no uso do concreto. Bloquetes ridículos de cimento, provavelmente com mais areia do que a medida recomendada, não são capazes de reter nem um patinete. Muito menos uma carreta. Não precisamos dizer que isto é descaso com a vida dos ciclistas.

Se ficar por lá cerca de quarenta dias é morar, morei na França. E se morei, também pude observar a responsabilidade dos gestores para com os cidadãos contribuintes. Demonstrar zelo e preocupação, argumentar e propor soluções para o bem-estar do citadino não é sinônimo de ingenuidade na França. É uma obrigação!

E os franceses estão satisfeitos? Não, não estão. A França não é sinônimo de perfeição. O que os franceses prezam é a otimização da aplicação dos impostos do contribuinte.

Podemos frisar que estamos a considerar a construção de 170 (cento e setenta) quilômetros de “coronapistas” para ciclistas na Grande Paris em um ano! Na cabeça dos franceses, bicicleta é sinônimo de avanço, desprendimento e redução de poluição. Pedalar é manter a saúde. É descontração e prazer.

E em Paulo Afonso, penamos para ver realizado o sonho de milhares de ciclistas que não podem pagar quatro reais de passagem de ônibus para se locomover – o sonho legítimo de ter a sua ciclovia de meros seis, sete ou doze quilômetros.

Por Francisco Nery Júnior

P.S. P.S. Leitor ciclista evitar as imprudências do ciclista da direita da foto. Bem que o texto chama a atenção que a França não é sinônimo de perfeição.

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