Por

REDAÇÃO - PA4.COM.BR

Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print




 

Evelyn Santana

 

Gostaria de enunciar antes de tudo que essa breve análise está pautada em neutralidade no que diz respeito as informações que virão a seguir. Não porque acredite que todo interlocutor deva ser neutro, mas pela temática em questão necessitar de interpretação livre, assim como quase todo texto escrito por mim ou pela a maioria daqueles que acreditam que o leitor deve seguir seus instintos interpretativos.

 

Não é algo pontual o fato de que eu discorra sobre o enviezamento da conjuntura atual. Meu ponto de análise, assim como ocorre em pesquisas muitas das vezes, partiu de uma situação corriqueira. Um “ simples” visita a um supermercado. Compras de mantimentos. É fato que para maioria da população brasileira, esse evento sempre foi algo ou inacessível ou totalmente dificultoso. Entretanto, não pude deixar de notar a exorbitância dos preços de itens básicos para a subsistência de um indivíduo ou de um núcleo familiar. Logo comecei a me conjecturar acercar daquela expressão em forma de números, ou valor.

 

Não pude deixar de pensar na incongruência deste fato. Ainda estamos passando por uma crise global que não nos saí da cabeça, porque não se destrela de nossas vidas. A taxa de desemprego subiu, isto é fato. Não vou adentrar em questões intrínsecas ao contexto econômico. Ações poderiam e deveriam ter sido tomadas no quesito da proteção social. Ainda que afirmem que isto foi feito, caso tivessem sido geridas dentro da necessidade real… Não teria como expor o índice que virá a seguir. Bem, Mais de 116,8 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar ou passando fome no Brasil, segundo pesquisa feita em dezembro de 2020 pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). O número, que é mais da metade do número de brasileiros, engloba pessoas que não se alimentam como deveriam, com qualidade e em quantidade suficiente. Isso não pode ser lido enquanto reflexo de uma boa gestão da coisa pública na execução de politicas sociais. Em contraponto… Os preços como citei acima apenas sobem.

 

Nos treze anos dos governos que antecederam os atuais a taxa de pessoas em extrema pobreza havia baixado consideravelmente. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa Aplicada- IPEA, em treze anos. Ou seja, especificamente, na transição do governo FHC para o governo Lula, mais de 12 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta, isso implica no acesso à alimentação logicamente. Um argumento que pode ser utilizado diante desse fato se correlaciona ao contexto vivido. Outros tempos, não havia pandemia. Contudo, não podemos deixar de salientar que estávamos sob o jugo de inflação dentre outras ingerências.




 

Sobre o desemprego, batemos um recorde: 13,4 milhões de brasileiros estão em situação de desemprego. Nos governos anteriores essa taxa estava abaixo de 10% e posteriormente, abaixo de 4,2%. Iniciei afirmando categoricamente que apenas apontaria dados e que a interpretação caberia ao leitor. Porém como questionadora, não posso me ausentar de questionar. Correto? Os dados apenas representam uma impossibilidade diante de uma crise? Ou representam as prioridades diante da crise?  Não seria esse o momento para incidir diante de algo que inclusive é um direito constitucional? Não seria esse o momento de voltar o olhar para políticas públicas e sociais que de fato cumprissem as suas funções sociais?  O que tenho visto é um remake de vários outros episódios em que a sociedade civil teve que assumir o papel do Estado. Deixo posto que não me oponho as ações da sociedade civil, apenas me oponho ao ciclo de desresponsabilização do Estado para com as questões sociais e, diga-se de passagem, questões de urgência. Quanto a vocês… deixo que analisem os dados, fatos, e questionem-se sobre os desdobramentos da conjuntura atual. Quando nosso povo não tem sequer o que comer… a necessidade de refletir faz-se tão urgente quanto a suprir essa terrível lacuna.







Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

2 respostas

  1. Interessante que durante todo o tempo que o PT esteve no poder continuaram as desigualdades (e não tínhamos pandemia basta uma pesquisa rápida) e onde estavam os militantes que se fazem de cegos por conveniência e só acordaram agora pra voltar a dormir se o PT voltar ao poder?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.