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Maria Aparecida é uma artista popular que conta hoje 37 anos, natural de Penedo-AL, residente em Jatobá-PE, vive com seus personagens, com as letras de música que compõe à espera que alguém deste universo a descubra, melhor: dê vida a suas histórias em livretos, peças de teatros, seriados, canções.

 

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Maria Aparecida sonha em ver sua obra publicada, encenada, cantada.

Eis aqui uma criadora que tem tudo guardado pelas limitações de uma educação incompleta. ″Eu estudei até a 4ª série, tenho as ideias, então peço as meninas – que têm de ser bem estudadas para fazer as minhas coisas″, disse ao site Ozildo Alves.  Aparecida sonha em aparecer na vida, com a divulgação da matéria,  quem sabe, possa chegar alguém ou instituição que a procure para publicar seus escritos.

 

Além dos problemas de escolaridade Aparecida teve uma vida difícil. Menina orfã de mãe, criada pelo pai até seus 16 anos, quando também o perdeu e assim foi ter que batalhar para se sustentar, vieram os filhos, um rapaz  e  algum tempo depois, a filha que é portadora de necessidades especiais.

 

A luta dessa criadora é antiga, e já passou dissabores. Em 2007, segundo nos disse, a TV Asa Branca, afiliada da TV Globo – com sede em Caruaru-PE, se interessou pelo seu trabalho e marcou uma entrevista que seria gravada em Jatobá, em sua casa, para o quadro ‘Raízes da Terra’ do programa de Ana Maria Braga.

 

 

″Fiquei naquela expectativa, enchi a casa de gente, preparamos tudo e ninguém apareceu, nem deram qualquer explicação, fiquei decepcionada, eu sou um ser humano, não se pode fazer isso com a gente”, relembra.

 

Aparecida disse que depois disso passou diversos constrangimentos na cidade e desdém das pessoas que diziam que era tudo invenção dela.

 

″Eu cheguei a ir lá na emissora cobrar satisfação, me disseram que o carro quebrou″. A história é realmente revoltante, mas deixou um fruto ‘Maria na Cidade’ peça que Aparecida apresenta as pessoas devidamente registrada, que conta a história de uma nordestina que se aventura em São Paulo, e no trabalho de doméstica, confunde uma marca de sucos com medicação contra o vírus da AIDS, no caso o suco ‘ADES’, daí se desenvolve uma série de situações cômicas, só em ler a gente se diverte muito.

 

Segundo Aparecida, o texto foi lido pela cantora Roberta Miranda que fez show em Jatobá e a artista teria ‘se acabado de ri’, pensando ser uma história real. Confesso, ao lê-lo e sem saber que se tratava de uma ficção, eu também achei uma comédia e ao mesmo tempo fiquei com pena de Aparecida, daí então ela me aparece no site e conta que tudo são ideias, ideias à espera de mãos que saibam lapidá-las e, principalmente, torná-las conhecidas.

 

″Posso dizer que fui menina de rua, trabalhei no cais, sofri muito, mas hoje estou aqui, e tenho esperança de um dia ver meu trabalho reconhecido, nós somos artistas puros, nossas ideias nascem também da vivencia que temos″, avaliou.

 

Eis aí, essa brasileira com talento, e sem oportunidade. Se você leitor se interessou pela história de Maria Aparecida, entre em contato com o site Ozildo Alves e ajude essa pessoa simples, mas verdadeira a conseguir realizar  seu sonho.

 


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