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[email protected] (www.pa4.com.br) com Correio24Horas

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Um formando de engenharia do Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos, em São Paulo, protestou durante a solenidade de colação de grau no sábado (17). Talles de Oliveira Farias, 24 anos, que é gay, usou roupas femininas com estampas de protesto. Ele afirma que sofreu homofobia na tradicional instituição, que nega e afirma que não discrimina com base em orientação sexual.

 

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Formado em engenharia da computação, Talles afirma que foi forçado a deixar a Força Aérea por ser gay – no ITA, os alunos escolhem se querem seguir carreira militar ou civil. Mesmo tendo optado pela militar, Talles disse que foi obrigado a desistir.

 

Na formatura, Talles usou trajes com frases de protesto contra o ITA, chamado de machista e elitista. Ele diz que teve que dispensa da carreira militar depois de ser flagrado usando roupas feminina sem manifestação no ano passado no dia contra a homofobia. Ele foi então alvo de uma sindicância que terminou com sua dispensa militar. Na sindicância, ele foi acusado de intolerância religiosa por fazer memes com a figura de Jesus e compartilhar no Facebook.

 

15645189_1080824555361322_880993008_nPor conta disso, ele diz que desistiu usar roupas femininas. Ele tirou a beca e ficou com um vestido vermelho, que usava por baixo, na hora que foi chamado para colar grau. Além disso, estava maquiado de salto. A roupa trazia a frase: “Ita – Excelência em: homofobia, machismo, elitismo e falsa meritocracia”.

 

“Fui surpreendido ao ser punido por publicações pessoais, sem relação alguma com a instituição. As sanções todas poderiam me expulsar da força militar e, em consequência, do próprio instituto. Para não perder a graduação eu aceitei a segunda orientação, a de pedir minha dispensa por ‘razões pessoais’”, disse ele ao G1.

 

O aluno conta ainda que passou por outros episódios de discriminação ao longo do curso. Uma vez, chegou a ficar quatro dias preso por usar cabelos descoloridos. Também foi preso por uso de blush. “Em nenhum momento os oficiais me condenaram por minha orientação e posição, mas em todo o tempo eles usavam minha forma de ser para aplicar sanções. Mulheres tinham luzes no cabelo e usavam maquiagem, mas não eram punidas, por exemplo. Uma coisa é ter homofobia descarada, mas o que acontece na aeronáutica ocorre de forma forte e indireta”, acredita.

 

Ao G1, o Comaer afirmou o ITA não questiona a orientação dos alunos. “O ITA não discrimina alunos por sua orientação sexual, gênero, condição social, credo ou raça. A reitoria repudia qualquer ato de homofobia ou discriminação”.

 

“Relembramos que a carreira militar é composta de prerrogativas, direitos, deveres e obrigações, desta forma, todos os militares são submetidos às regras que conduzem sua rotina e sua conduta. O engenheiro Talles era consciente de seus deveres e também de seus direitos, no entanto, apesar de gozar de seus benefícios, não cumpriu plenamente seus deveres como militar da Força Aérea Brasileira”, concluiu.

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COMENTÁRIOS

2 respostas

  1. Ridículo. desrespeitou uma instituição modelo e séria. Devia ter seu diploma cassado por falta de decoro. Podia fazer sua papagaiada no baile de formatura, num clube, e não no salão nobre, causando constrangimento aos pais, alunos e convidados. Esse é o problema dos gays: acham que temos que aceitar que atitudes como essas são “normais”. Seria mais condizente se estivesse se formando em moda ou qualquer outro curso mais apropriado, e não em engenharia!

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