20 de setembro de 2021

CRÔNICA – “O trem das sete de Raul Seixas” (Francisco Nery Júnior)

Por

Redação (pa4.com.br)

 

Foto: Divulgação/YouTube

 

Ele é baiano de Salvador que se definia como “baiano de Quenguenhem, onze horas de mula e doze de trem”. No dia dos mortos, o túmulo mais visitado da Bahia. De mula ou de trem, insistentemente provocou o nosso raciocínio.

Em O trem das Sete, arranjo precisamente introdutório, banho de genialidade.

Olhar o trem é para quem tem bagagem, embora sem bagagem nem passagem tenha acesso ao trem – que vem de trás das montanhas em azul celestial como tesouro preservado para quem vai sorrir e partir.

E vem o trem “vem surgindo de trás das montanhas azuis, olhe o trem”, dem, dem,dem. Cante o leitor este trecho e vai ouvir o trem redentor como, ademais, no trecho “fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem” (os que sabem do trem!).

O trem de Raul – só Raul! – está chegando; disponível para a viagem de retorno aos valores perdidos. Chegando accessível na estação de embarque franqueado para os que sabem do trem.

E é o último do sertão. Vem de longe com todo o conteúdo amealhado durante a viagem de gestação. É pegar ou largar.

Por Francisco Nery Júnior

 

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