19 de junho de 2021

Crônica – O poço artesiano de Paulo Tatu (Por Francisco Nery Júnior)

Por

Redação (pa4.com.br)

É o que vemos estampado na manchete do site: “Em Salvador, Paulo Tatu consegue poço artesiano para comunidade do Nambebé”. Notável! E todos os outros adjetivos que o engenho e arte dos nossos leitores puderem arrebanhar. Um vereador que estamos começando a respeitar, a admirar o seu comprometimento, se desloca para a capital do estado para pleitear um poço de água para o seu povo. Com fundamento na observação da sua caminhada, queremos crer para o seu povo, não para o seu eleitorado.

Ele saiu do buraco. Poderia ficar por lá, protegido e regado de mordomias e bom salário, despachando favores menores e insignificantes como mero despachante. Procurou apoio e recomendação dos seus deputados e partiu. Ergueu a lança e, a despeito das dúvidas e incompreensões, partiu. Ele deve ter lido sobre o Cristo menosprezado, esbofeteado e cuspido na cara depois ressuscitado em glória celestial. Agora ele, o Cristo, tinha razão. Era realmente o Redentor. Perderam a oportunidade de nele enxergar a verdade.

Vamos frisar: notável, digno de nota e reconhecimento um vereador de primeiro mandato, que poderia se desculpar com a tarefa única de fazer as leis, se deslocar, membro apenas do Poder Legislativo, para mendigar água para os seus concidadãos.

Ele foi pedir água! Não pediu muito. Frisando e repetindo de novo, novamente: pediu água que, lá pra baixo, pena em esperar o jeito e o momento de jorrar. Lembra o Cristo sedento da Paixão ao solicitar uma pouca d’água.

Ou [sempre] não deveria ser a busca de água para o sertanejo a prioridade primeira, se necessário única e primeira, primordial se o leitor atento exigir e preferir, de quem buscou e se assentou na cadeira de gestor?

Água é vida. Cristo pediu água e foi batizado nas águas do Jordão. Somos quase inteiramente água. Os filósofos gregos a exaltaram. Uma das escolas filosóficas a definiu como a origem da vida e do tudo mundano.

Não conhecemos Paulo. Estamos agora a conhecê-lo no afã de conseguir água para os sedentos. Cavado o poço, água potável [no pote] sem favor de ninguém, criação a se multiplicar, lavoura a produzir, e Paulo Tatu, nosso mais recente representante de uma raça ameaçada de extinção pelos negacionistas do trabalho e da virtude; Paulo Tatu para sempre no coração do povo de Nambebé; na Câmara Municipal de Paulo Afonso.

Francisco Nery Júnior

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Comentários 5

  1. Anonimo says:

    Vereador que vem fazendo a diferença
    Trabalhando por Paulo Afonso.
    Primeiro de muitos mandatos.
    Paulo Tatu

  2. José Marcos says:

    Sem nenhum demérito ao esforço do vereador, lembramos que a PMPA comprou uma máquina de perfuração de poços artesianos que já vem sendo utilizada e tem produzido a abertura de inúmeros poços na área rural, talvez o vereador tivesse economizado na viagem indo direto ao gesto que pensou sim no problema da água para o homem do campo.

  3. José Marcos says:

    Gestor**************

  4. Valendo a pena pensar says:

    Tomando como certo o testemunho de José Marcos, viva a compra da máquina e os “vários poços” cavados. Gostaríamos que alguém fornecesse o número dos poços cavados, quanto custou a máquina, cronograma de perfuração, custo de cada operação, etc. Também sem tirar o mérito da compra e das perfurações, isto era coisa para ter sido feita há muitos anos.

    • Juras Da Maya juras says:

      Parabéns vereador! ‘      
      Deve dizer-se «Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé», ou «Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha».’

      Seja luz sempre! Já está mostrando a diferença e para que veio…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.