19 de maio de 2026

Conselheiros do CNMP pedem vista em processo contra promotora de Paulo Afonso

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BAHIA NOTÍCIAS

Sede do Ministério Público do Estado da Bahia, em Paulo Afonso. Foto: Divulgação.



 

 

A situação da promotora de Justiça Milane de Vasconcelos Caldeira Tavares perante o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ainda não está resolvida. A promotora é alvo de um procedimento de controle administrativo movido pela Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) por ter publicado uma recomendação em Paulo Afonso contrariando as normas sanitárias para combater o coronavírus (relembre AQUI e AQUI).

 

A recomendação da promotora foi publicada no dia 30 de março deste ano e pedia a prefeitura de Paulo Afonso que determinasse a reabertura do comércio, com realização de isolamento vertical – quando só idosos e pessoas com doenças crônicas ficam separadas do restante da população.

 

Na mesma data, a PGE representou contra a promotora no CNMP por expedir tal recomendação. Na avaliação do órgão, a recomendação contraria os decretos estaduais 19.529 e 5.766, ambos com a adoção de medidas para o enfrentamento da crise, e vai de encontro ao que orienta a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), que buscam evitar a aglomeração de pessoas como forma de prevenção à uma contaminação comunitária. O objetivo da representação é que seja inaugurado procedimento para que se apure os excessos da promotora. No dia 3 de abril, o CNMP suspendeu a recomendação da promotora.

 

O procedimento estava na pauta do CNMP desta última terça-feira (24). Dois conselheiros pediram vista compartilhada: Luciano Maia e Sandra Krieger. Antes, o conselheiro Rinaldo Reis votou pelo arquivamento diante da perda do objetivo com a revogação da recomendação. Ele foi acompanhado pelo conselheiro Oswaldo D’Albuquerque.

 

No dia 22 de setembro, a relatora apresentou o voto no sentido de julgar procedente o pedido da PGE contra a promotora e determinar que referida membro do Ministério Público da Bahia (MP-BA) se abstenha de “sugerir ações que não estejam amparadas em evidências científicas e nas determinações das autoridades de saúde, as quais possuem o conhecimento técnico acerca da questão”. No voto, a relatora pontua que a recomendação da promotora “colocou em risco o direito que ela mesma deveria proteger, a saúde pública, além de causar grande desordem na sociedade ao disseminar a desinformação sobre tema tão sério nos dias atuais”. O conselheiro Sebastião Caixeta abriu a divergência para não conhecer o pedido.

 

RECLAMAÇÃO DISCIPLINAR
Todos os conselheiros que votaram até o momento foram unânimes sobre a necessidade de remeter o procedimento para a Corregedoria Nacional do Ministério Público para analisar se houve excessos da promotora e adotar providências. Já há uma reclamação disciplinar instaurada contra Milane de Vasconcelos Caldeira Tavares, que tramita em sigilo na Corregedoria.




 



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COMENTÁRIOS

Comentários 9

  1. ALFREDO JOSÉ says:

    Ainda bem que só investigam isso.

    • roberto says:

      rapaz acho q a promotora esta certa essa coisa ai de ir de encontro as recomendaçoes ,sao politicas ,so pode na eleiçaoe?

    • roberto says:

      rapaz so pode ter aglomerção se for em eleiçao e? na eleição não pega kkkkkkkkk

  2. Chico says:

    Se não abre o comércio tava todo mundo fudido e sem ter o comer .
    Isso é o Estado comunista querendo fazer com que o povo sofra do jeito que o estado quer .
    Tem que conviver com essa porra de vírus mesmo é cada um que tome as devidas precauções .

  3. Chico says:

    Se não abre o comércio tava todo mundo fudido e sem ter o comer .
    Isso é o Estado comunista querendo fazer com que o povo sofra do jeito que o estado. quer .
    Tem que conviver com essa porra de vírus mesmo é cada um que tome as devidas precauções .
    É bom que o Estado comunista junto com a PGE feche tudo durante seis meses para vc ver o que acontece .
    A promotora tá certíssima

  4. francisco j says:

    Muitos desses agentes públicos se acham acima de Deus, agem por sentimento particular, acham que o certo ou o correto é o que eles pensam, muitas vezes fazendo interpretações equivocadas da constituição.

  5. Aldecino+Pacheco says:

    Por isso muitos promotores vão embora quando a politicagem local é enfrentada.

  6. CARLOS CONDIT says:

    Por isso a maioria dos promotores não ficam aqui em paulo afonso pra não enfrentar a politicagem local, o que aconteceu com a promotora.

  7. Diego says:

    Tudo tem limite. E quem acha que pode tudo acaba acontecendo isso aí. A pessoa pode ser eficiente como for, mas achar que pode fazer o que quiser está enganado, saiba que tem freios para limitar os seus poderes. Está aí a resposta para o excesso.

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