19 de maio de 2026

Caso Ana Clara Firmino: Justiça condena trio a mais de 150 anos por matar menina de 12 anos em festa no Sertão de Alagoas

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Redação / PA4

Ana Firmino, menina de 12 anos esfaqueada em Maravilha, AL — Foto: Arquivo pessoal

 

A Justiça de Alagoas condenou, na quinta-feira (14), os três acusados pelo feminicídio de Ana Clara Firmino, de 12 anos, durante uma festa na cidade de Maravilha, no Sertão do estado. O trio também foi condenado pela tentativa de homicídio de um jovem que estava com a vítima no momento do crime.

Ana Clara foi morta a facadas no dia 2 de janeiro de 2025. Ela era filha do radialista Ailton Silva, da rádio Liderança FM, e foi encontrada com uma faca cravada nas costas. Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes.

De acordo com a polícia, Lailton da Silva queria se relacionar com Ana Clara e se revoltou ao vê-la conversando com outro adolescente.

Os condenados são Lailton Soares da Silva, de 25 anos; José Jonas da Silva Júnior, de 24 anos; e Edneide Pereira Santos, cuja idade não foi informada. Segundo a investigação, Lailton foi apontado como o responsável por desferir as facadas contra a vítima. Já Jonas era o dono do carro utilizado no cometimento do crime, enquanto Edneide, namorada dele, também participou da ação, conforme apontado no processo.

Lailton Soares da Silva, condenado por matar Ana Clara Firmino, na cidade de Maravilha — Foto: Reprodução/MP-AL

 

Somadas, as penas ultrapassam 150 anos de prisão. Confira:

  • Lailton Soares da Silva: 52 anos, 2 meses e 25 dias;
  • José Jonas da Silva Júnior: 55 anos e 11 meses;
  • Edneide Pereira Santos: 55 anos e 11 meses.

Durante o júri, o jovem que acompanhava Ana Clara e também foi vítima da tentativa de homicídio relatou como o crime aconteceu. Segundo ele, os dois haviam ido à festa e conheceram outras duas meninas no local.

Eles decidiram seguir para uma área mais afastada para conversar quando foram surpreendidos por um carro. Os criminosos chegaram a simular um assalto, mas nenhum pertence das vítimas foi levado.

“Estávamos no local quando o carro [um Gol prata] chegou de repente e parou. Um homem desceu do banco da frente com a camisa cobrindo o rosto e me esfaqueou. Ela [Ana Clara] mandou eu correr. Corri e não vi mais nada. Depois chamaram uma ambulância para me levar para Santana do Ipanema”, relembrou a vítima.
O Ministério Público informou que, durante o julgamento, o acusado José Jonas também relembrou o dia do crime e afirmou que, quando percebeu a situação, Ana Clara já estava morta.

“Quando fui buscar o carro depois da festa, o Lailton pediu uma carona e eu dei. Ao chegar ao local, ele desceu e conversou com a menina. Quando vimos, ele já estava em cima dela. Fui até lá e pensei em tirar a faca, mas percebi que ela já estava morta e voltei”, declarou José Jonas.

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