2 de dezembro de 2021

Bônus regional na UNIVASF: apenas 3 de cada 10 alunos de Medicina em Paulo Afonso são da região

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Redação (pa4.com.br) com g1

Estudantes do Vale do São Francisco reivindicam aprovação de bônus regional na Univasf

 

 

Univasf – Campus Paulo Afonso

Estudantes de Petrolina, no Sertão de Pernambucano, Juazeiro e Paulo Afonso, na Bahia, e outros municípios que fazem parte da área de abrangência da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), estão realizando uma campanha para que seja implementado na instituição um sistema de bônus regional. A ideia, é garantir que mais pessoas da região tenham acesso aos cursos oferecidos na universidade.

“Nossa campanha tem duas propostas. A primeira, aumentar as cotas de escolas públicas de 50 para 60%. No casso, ficaria 40 % para ampla concorrência. E a questão do bônus regional, que são pontos que serão adicionados na nota do Enem do aluno do Sertão”, explica Pedro Suprine Liceu, representante da União de Estudantes Secundaristas de Petrolina (UESP).

Se aprovado, o bônus regional vai adicionar uma pontuação extra na nota do Enem de estudantes locais. “Se ele tirar 600 no Enem, ele vai ficar com 690. Uma adição que ajuda bastante”, destaca Pedro.

Uma comissão criada pelo Conselho Universitário (Conuni), formada por universitários, professores e a comunidade externa, elaborou um relatório, com dados sobre o perfil dos estudantes egressos da Univasf, ao longo dos 17 anos de implantação da Universidade.

Medicina em Paulo Afonso: apenas 33% dos alunos são da região

O documento dá destaque para a origem desses estudantes. O relatório aponta que, em Petrolina, 55% dos estudantes do curso de medicina são do Vale do São Francisco. No curso de medicina no campus de Paulo Afonso, na Bahia, apenas 33 % dos alunos são da região. Diferente de medicina, os estudantes do Vale do São Francisco são maioria nos outros cursos oferecidos na Univasf, 90%.

“Estamos aguardando a convocação para uma reunião extraordinária, prevista para o dia 16, em que o Conselho Universitário poderá avaliar e aprovar nosso relatório”, afirma Samara Régia de Andrade, Membro da Comissão de Bonificação da Univasf.

O sistema de bonificação já é realidade em outras instituições de ensino superior do Nordeste. Na Universidade Federal de Pernambuco, na Universidade Federal de Alagoas, na Universidade Federal do Maranhão e na Universidade de Pernambuco, os bônus variam de 10 a 20 %.

Desde 2009, o de estudantes na Univasf é feito por meio do Sisu, que adota as notas obtidas no Enem. A expectativa é que a votação e aprovação do bônus regional abra mais portas e oportunidades para os estudantes do Sertão.

“Esperamos que a Univasf aprove essa campanha para que mais estudantes sertanejos possam entrar na Univasf”, diz Pedro Suprine.

Em entrevista ao GR1, o pró-reitor de ensino da Univasf, Adelson de Oliveira, falou sobre ao processo para adoção do bônus regional na universidade. (Confira no vídeo acima).

A Univasf está presente nos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí. A universidade oferece 35 cursos de graduação, dos quais 30 são presenciais e cinco na modalidade de educação a distância, nos municípios de Petrolina e Salgueiro (PE), Juazeiro, Senhor do Bonfim e Paulo Afonso (BA), e Serra da Capivara (PI).

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COMENTÁRIOS

Comentários 3

  1. Laércio paz says:

    Criado em 1998, o Exame NACIONAL do Ensino Médio (Enem) tem o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica.
    Como o próprio nome esclarece o exame é nacional.
    A Constituição Federal vigente, no seu artigo 24, inciso IX, determina que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar, concorrentemente, sobre educação, cultura, ensino e desporto.
    Portanto, a Universidade, ou grupos de pessoas não tem competência para legislar sobre o ENEM.
    Isso vai de encontro aos princípios da Administração Pública e pode ensejar via MPF uma ação contra os responsáveis por essa ilegalidade e ferindo os ideais da igualdade, isonomia e meritocracia, dentre muitos outros.
    Portanto, o correto é solicitar, via Ministério da Educação, a alteração das normas.
    Era esse exemplo correto que esperávamos hprincipalmente das Univerdades Federais, órgãos encarregados de promover na prática a Educação no Brasil.
    Dessa forma, acredito estarem ilegalmente desconstruindo a racio legis do ENEM, a fim de atenderem interesses pessoais.

  2. AVIAÇÃO NAS MINHAS VEIAS says:

    No ano de 2000 eu tentei 3 vezes a vaga da Uneb prá administração e tinha 6000 candidatos prá apenas 300 vagas
    É lógico que nem todo mundo pode entrar na faculdade

  3. Vão estudar says:

    Deve ser porque de cada 10 jovens pauloafonsinos, apenas 3 dedicam-se de fato para pleitear uma vaga num curso de medicina. Não acho que a saída seja nivelar por baixo, criando artifícios e bônus pra enfiar gente despreparada goela abaixo num curso de medicina numa instituição pública federal. Já existe a política nacional de cotas. Se nem assim as pessoas conseguem adentrar no curso, há de se pensar que, talvez, ainda não esteja num nível que o permita. O vestibular existe exatamente para selecionar os melhores e mais preparados. Nem todo mundo tem condições de ser médico e isso é um fato.

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