21 de junho de 2021

ARTIGO – Hipóteses de um acidente de laboratório – Covid19 (Francisco Nery Júnior)

Por

Redação (pa4.com.br)

Hipótese de um acidente de laboratório como origem da pandemia do Covid-19 cada vez mais plausível – Joe Biden cobra relatório minucioso sobre a origem do vírus

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado domina a atenção dos brasileiros ao investigar a gestão da crise da pandemia do Covid-19 pelo Governo Federal ao tempo em que o vírus mortal ceifa, diariamente, amigos e concidadãos que nos fazem falta e deixam saudade.

Já publicamos artigo da jornalista Stéphane Foucart com o título de “Origens da Covid-19: a hipótese de um acidente no Instituto de Virologia de Wuhan relançada após a divulgação de trabalhos inéditos”. Em 07.06.21, a autora retoma o tema e publica novo artigo no Le Monde de Paris sob o título de “Sete questões-chave sobre a origem da pandemia do Covid-19”. A matéria é longa. Traduzimos para os nossos leitores o bloco introdutório suficiente para a compreensão do panorama geral do tema.

Sete questões-chave sobre a origem da pandemia do Covid-19

Tradução do francês de Francisco Nery Júnior

Da busca de um eventual hospedeiro intermediário entre o morcego e o homem às interrogações sobre os trabalhos realizados pelo Instituto de Virologia de Wuhan, retorno sobre as sete questões abertas sobre o início da pandemia do Covid-19.

Quase ausente do debate público durante um ano, a hipótese de um acidente de laboratório como origem da pandemia do Covid-19 está cada vez mais discutida na imprensa como também no mundo acadêmico. A hipótese de um “transbordamento zoonótico” natural continua, até hoje, considerada como a mais provável por um grande número de cientistas, mas o presidente americano Joe Biden tem conhecimento das dúvidas crescentes de uma parte da comunidade bem informada ao anunciar, em 26 de maio, ter determinado, aos seus serviços de segurança, um relatório minucioso sobre a questão.

Se a dúvida se instala, é de início devido ao fato de dezoito meses após o início da pandemia, as pesquisas realizadas não terem colocado em evidência o mais próximo ancestral do SARS-CoV-2 em alguns animais ter servido de ponte entre o morcego e o homem. Não existe de modo algum nenhum hospedeiro intermediário identificado. Ademais, novos elementos colocados nas redes sociais por alguns pesquisadores independentes e por alguns anônimos em particular reunidos em um grupo informal batizado “Drástico” expuseram, ao longo de alguns meses, os tabus e as contradições das autoridades e dos pesquisadores chineses da mesma forma que a nebulosidade de certas pesquisas conduzidas em Wuhan. Estes elementos, como outros tantos, levantam muitas interrogações. O Le Monde dá uma visão geral das principais questões abertas.

Introdução e tradução de Francisco Nery Júnior

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COMENTÁRIOS

Comentários 6

  1. Observando says:

    Será mesmo acidente? O país de onde veio o vírus fornece toneladas de insumos para produção das vacinas e foi a economia que mais cresceu no mundo

    • Hmmmm says:

      Nada a ver. A economia chinesa é a que mais cresce há décadas já, não é novidade. Não é atoa que hoje já é maior do que a dos Estados Unidos em alguns indicativos, mas principalmente em paridade do poder de compra.

  2. Cidadã says:

    Quando o presidente do Brasil levantou a hipótese, foi taxado de irresponsável mas, agora o que o presidente dos EUA levantou a mesma hipótese, a imprensa lambe as botas

  3. Hmmmm says:

    Não, errado. Fort Detrick é o local certo de onde vazou.

  4. Francisco Nery Júnior says:

    A redação provavelmente vai anexar foto panorâmica do laboratório P4 no campus do Instituto de Virologia de Wuhan na província de Hubei. A tradução da legenda, que amplia consideravelmente o entendimento do leitor sobre a matéria, é: “Aberto em 2018, o laboratório realiza pesquisas sobre as doenças mais perigosas do mundo.

    • Hmmmm says:

      Sim, exatamente, pra aprenderem a se defender de tudo que sai de Fort Detrick (de onde saiu o ebola), e das outros bio-laboratórios do “Império em Decadência” espalhados em mais de 23 países nas regiões do Oriente Médio, Sudeste Asiático, África e Ásia Central.

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