2 de dezembro de 2021

APLB declara que vai à justiça contra projeto da prefeitura de Paulo Afonso que “tira recursos da educação”

Por

APLB Sindicato – Delegacia hidroelétrica de Paulo Afonso

 

Professora Esmeralda Patriota, presidente da APLB de Paulo Afonso e região. Foto: CMPA

 

Professores filiados e dirigentes da APLB Sindicato realizaram protesto na Câmara Municipal contra o projeto do executivo que, segundo eles, retira recursos da educação para outras pastas na ordem R$ 16 milhões por meio de projeto de dotação orçamentária. A manifestação aconteceu na manhã desta segunda-feira, 22, durante sessão ordinária em que foi colocador para votação.

A presidente da entidade, Esmeralda Patriota, foi convidada a falar no plenário sobre as contrariedades do projeto. “Nós temos dito que quem bancou a educação na rede municipal de Paulo Afonso nos anos de 2020 e 2021 foram os professores e as professoras com seus recursos pessoais, com a sua internet pessoal, com os seus celulares”, declarou em sua fala.

Esmeralda denunciou ainda que não era a primeira vez que a transferência de recursos acontece. E afirmou que a APLB vai acionar a justiça, por meio do Ministério Público ou por processo contra o projeto de dotação orçamentária.

A dirigente mostrou entre as “irregularidades que o projeto tem em sua previsão” transferir R$ 1 milhão e 400 mil do PNATE, que tem em sua composição FUNDEB 30% entre outras verbas “carimbadas”, expressão que significa que deve ser exclusivamente destinada ao seu fim. Entre outros recursos da educação que somam mais de R$ 3 milhões. “Verba vinculada não se mexe, não se transfere”, declarou Esmeralda.

Para a APLB o entendimento é que os recursos deveriam ser rateados aos profissionais da educação como forma de ressarcir os esforços empreendidos neste período de pandemia.

Seguida a votação, indiferentes ao apelo da entidade, o projeto foi aprovado por 9 votos a favor, contra 5. O Sindicato dará nos próximos dias seguimento no judiciário em desfavor à decisão que, de acordo com a entidade “é uma agressão contra os profissionais da educação.”

 

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COMENTÁRIOS

Comentários 1

  1. francisco j says:

    Concordo em acionar a justiça, mas não acredito que ela vai ficar contra a prefeitura.

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