ALPA de luto – e partiu Fernando Mota. Por Francisco Nery Júnior

Por REDAÇÃO - PA4.COM.BR | 12 de julho de 2020 às 13:10




 

Fernando Mota.

Passos firmes e empertigado, assim conheci Fernando Mota. Pai de Fernando, aluno que via nos professores amigos que não valiam a pena infernizar, estudante no sentido do termo, Fernando pai era o confrade firme e constante. Essa a expressão preferida do apóstolo Paulo para definir a condição dos que alcançarão os céus. O nosso Fernando era presença firme e constante nas reuniões da Academia de Letras de Paulo Afonso.

 

Fernando fazia poesias. Às vezes para nós as declamava. Em época de coronavírus, agravamento de um confinamento já estabelecido pelo capitalismo liberal cruel, sem alma nem beira, [ele] não fazia a guerra. Não semeava a discórdia. Feliz de quem vive e morre fazendo poesia.

 

O difícil de falar de um companheiro leal é selecionar os seus atributos. A mansidão, um dos atributos de Fernando, é citada como condição para herdar a terra. A História está coalhada de exemplos de vitórias e avanços conquistados pelos mansos. Os vivaldinos, estes se protegem. Apelam para as artimanhas e sobrevivem. Os mansos, os mansos Deus os protege.

 

Lembro, salvo engano na nossa última reunião, a reação de Fernando ao lhe comunicar que poderia me transferir para Salvador de onde vim há algumas décadas. E ele observou: “você não pode sair de Paulo Afonso”.

 

Fernando Mota agora saiu. Deixou um exemplo de honradez e amor à sua cidade. Pertencia à grande e imensa maioria silenciosa de Paulo Afonso.

 

Silencios[o] apenas quando não concebia e declamava as suas poesias.

 

Francisco Nery Júnior




 



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