A história pode ser oficial ou oficiosa (subalterna)?
CORDEL ENCANTADO, A HISTÓRIA QUE EU NÃO CONHECIA, ENGRAÇADO.
Por, Júlio Cezar
Dia desse lembrei de um filme que havia assistido (Narradores de Javé), sobre um vilarejo que seria inundado em função da construção de uma represa (assistam, é cinema nacional). A televisão ainda não deu o crédito, embora as cenas mais bonitas de sua novela das seis (Cordel Encantado), foram gravadas entre Delmiro Gouveia e Olho D’água do Casado, aqui em Alagoas.
Em Olho D’água do Casado, um lugar chama a atenção de quem o visita (ver foto). Lá, um empreendedor da região fez um restaurante ainda artesanal “Show da Natureza”, mas com cardápio regional e de variadas iguarias como a peixada de tilápia, fritada de tilápia e bode assado na brasa.
Pois bem, foi nesse pequeno pedaço de Alagoas, encravado nos cânions do São Francisco, que um jovem chamado Cristovão (empresário da região), natural de Água Branca, fez filmagens mergulhando no rio vestido de noiva (irreverente porque o vestido quase o afoga, contou…) para participar do Big Brother Brasil. Ele não foi selecionado, mas as imagens do lugar, que parece intocável e imponente ao som silencioso do rio, teria despertado a atenção dos globais.
Os nativos, contam com orgulho os momentos vividos ao lado Açucena e Jesuino; do coronel Januário, da família Real, da preparação da cena onde a carruagem despenca no rio. Ali e para sempre, Brogodó será eternizada pelos nativos, mesmo de que seja de forma subalterna, enquanto a história oficial não for contada, ou melhor, creditada. Os créditos praticamente ilegíveis apelam para lupa.
Quanto ao sertanejo Cristovão, sujeito alegre, hospitaleiro e comunicativo, como todo bom sertanejo, ainda não foi dessa vez que sua participação no Big Brother foi confirmada, mas certamente seu maior legado será a brilhante ideia de mostrar aquele paraíso em seu filme solo.
Visitem, é fácil chegar lá!





