7 de maio de 2026

Deixei o DEM por uma questão de sobrevivência política

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O prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, deixou o DEM e se filia na próxima sexta ao PDT. Mesmo passando a integrar a base aliada do governo, ele diz não alimentar expectativas sobre o apoio do governador Jaques Wagner em 2012, que deverá ter o petista Zé Neto como candidato em Feira. Nesta entrevista, o prefeito da maior cidade do interior baiano fala sobre as dificuldades enfrentadas no município, da falta de ajuda do governo e, nas entrelinhas, faz críticas ao seu antecessor José Ronaldo, a quem diz ter deixado o caminho livre para se candidatar pelo antigo partido. “O DEM não pode apresentar dois candidatos e não é prática do DEM fazer prévias”. Tarcízio Pimenta aproveita ainda para minimizar a crise gerada com a exclusão do senador João Durval do comando da sigla em Feira.

Tribuna – Qual expectativa com a entrada no PDT?
Tarcízio Pimenta –
 A questão do PDT a gente vem tratando há algum tempo. Desde o momento que me desfiliei do DEM (Democratas) procurei observar a questão das legendas e procurei ver a questão jurídica e partidária. Por influência de alguns amigos, a gente teve um caminho que nos levou até o Carlos Lupi (ministro do Trabalho), presidente nacional do partido (PDT). Logo no primeiro contato ele me fez o convite para ingressar no partido, isso há mais de 60 dias. Conversei também com o (Alexandre) Brust, o presidente estadual do partido, quando falamos sobre as cidades que têm gestão do PDT. Foi aí que Brust me disse que Feira de Santana poderia ser um polo para puxar mais lideranças para o PDT, agregar mais e fazer o partido crescer regionalmente. O PDT é um partido que tem facilidade para a gente falar. Tem a história do brizolismo, tem a história do trabalhador, tem a história das lutas pelos trabalhadores.


Tribuna – Os tensionamentos já eram previsíveis?
Pimenta –
Eu disse desde o início que não entraria no partido para criar nenhuma dificuldade, não gostaria também de ter arestas. Gostaria de entrar no partido de uma forma muito transparente, sem agressões, sem discussões.  Desde o início eu disse que Feira tinha uma figura exponencial no partido, o senador João Durval. Disse que ele teria que ter conhecimento da filiação e saber de todas as informações. Tanto que estive em Brasília e conversei com o senador. Ele não colocou nenhum empecilho, não colocou nenhuma dificuldade e disse que eu era muito bem-vindo ao PDT. As conversas foram por aí. Conversei com ele por telefone outras duas ou três vezes e ele disse que não tinha problema. Conversei também com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT). Uma das pessoas que mais me incentivaram não posso deixar de fazer referência, foi o deputado João Bonfim (PDT), foi com ele que eu estive em Brasília no gabinete do presidente do partido.


Tribuna – O que levou o senhor a deixar o DEM e aderir ao governo?
Pimenta –
Eu não colidi com os democratas e não fiz nenhuma ação para tentar prejudicar o partido. Eu só tenho a agradecer pelo período que estive no DEM. Pelo DEM eu me elegi, a composição política do momento era favorável, mas agora o cenário do partido, principalmente aqui em Feira, é desfavorável, já que tem o ex-prefeito José Ronaldo. Como candidato à reeleição ficava difícil discutir a questão de legenda dentro do DEM. Reconheço que a vida política do ex-prefeito José Ronaldo no DEM é muito maior do que a minha. Seria uma incoerência da minha parte e até uma ingratidão tentar disputar com ele a legenda em Feira. Então, o que foi que eu fiz? Deixei o partido à vontade e deixei ele com o caminho livre para ser candidato. Daí eu tive que procurar uma alternativa, procurar novos caminhos. Não tenho nada a criticar, é uma questão apenas de sobrevivência política. O DEM não pode apresentar dois candidatos e não é prática do DEM fazer prévias.


Tribuna – Será que não houve precipitação de sua parte?
Pimenta – 
Precipitação seria eu ficar na legenda e depois não ter legenda para me candidatar, não ter tempo hábil para preparar os partidos, para ter candidatos a vereadores e, diante desse cenário todo, eu estaria completamente imobilizado no DEM.


Tribuna – O senhor teme a candidatura de José Ronaldo em 2012?
Pimenta –
Não é questão de temer. A candidatura dele é uma candidatura que só pode nascer e só nasceria dentro do DEM. Como eu iria disputar uma candidatura no partido sabendo que eu já entraria com desvantagem? O ex-prefeito José Ronaldo é muito mais DEM do que eu. Ele tem uma vida político-partidária ligada a esse grupo muito mais do que eu. Até por uma questão de gratidão, por uma questão de coerência do partido, ele seria o candidato de qualquer jeito. Isso é um fato que em qualquer bar, qualquer esquina, em qualquer boteco em Feira de Santana todo mundo sabe disso. Como é que eu entro numa disputa desleal dessa?


Tribuna – Voltando à questão do senador João Durval, causou mal-estar a exclusão dele da executiva do partido em Feira?
Pimenta –
Veja bem. Eu não tenho nenhuma participação nisso. A meu ver não houve exclusão nenhuma nem haveria. O que eu sei é que a ideia era que o senador assumisse o partido em Feira. Acho que João Durval é a figura mais importante do partido, é a figura que encarna o PDT como liderança maior, como senador, e ele poderia muito bem ser o condutor do partido. Se ele assumisse o partido, daria tranquilidade a todos, aos que já são do partido e aos que possam vir para o PDT. Eu defendo sempre isso. Não terei nenhuma restrição com o senador João Durval. Muito pelo contrário. Ele é uma figura que tem respeitabilidade, tem todas as qualificações políticas e se ele viesse a conduzir o PDT regional em Feira para a gente seria uma tranquilidade muito grande.


Tribuna – O detalhe é que ele rejeitou fazer parte do diretório de Feira…
Pimenta –
Olha, é como eu estou lhe dizendo. Essa questão de diretório não sou eu quem decide. Essa é uma questão que tem que ser vista com Alexandre Brust, que é o presidente estadual do partido, e com Carlos Lupi, que é o presidente nacional. Se eu nem entrei no PDT ainda como é que eu vou estar mandando em diretório? Eu estou aqui como segurador de bandeira do partido. Mais adiante, quando eu começar a fazer meu trabalho, fazer aglutinações políticas, começar também a Trabalho), presidente nacional do partido (PDT). Logo no primeiro contato ele me fez o convite para ingressar no partido, isso há mais de 60 dias. Conversei também com o (Alexandre) Brust, o presidente estadual do partido, quando falamos sobre as cidades que têm gestão do PDT. Foi aí que Brust me disse que Feira de Santana poderia ser um polo para puxar mais lideranças para o PDT, agregar mais e fazer o partido crescer regionalmente. O PDT é um partido que tem facilidade para a gente falar. Tem a história do brizolismo, tem a história do trabalhador, tem a história das lutas pelos trabalhadores.


Tribuna – Os tensionamentos já eram previsíveis?
Pimenta –
Eu disse desde o início que não entraria no partido para criar nenhuma dificuldade, não gostaria também de ter arestas. Gostaria de entrar no partido de uma forma muito transparente, sem agressões, sem discussões.  Desde o início eu disse que Feira tinha uma figura exponencial no partido, o senador João Durval. Disse que ele teria que ter conhecimento da filiação e saber de todas as informações. Tanto que estive em Brasília e conversei com o senador. Ele não colocou nenhum empecilho, não colocou nenhuma dificuldade e disse que eu era muito bem-vindo ao PDT. As conversas foram por aí. Conversei com ele por telefone outras duas ou três vezes e ele disse que não tinha problema. Conversei também com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT). Uma das pessoas que mais me incentivaram não posso deixar de fazer referência, foi o deputado João Bonfim (PDT), foi com ele que eu estive em Brasília no gabinete do presidente do partido.


Tribuna – O que levou o senhor a deixar o DEM e aderir ao governo?
Pimenta –
Eu não colidi com os democratas e não fiz nenhuma ação para tentar prejudicar o partido. Eu só tenho a agradecer pelo período que estive no DEM. Pelo DEM eu me elegi, a composição política do momento era favorável, mas agora o cenário do partido, principalmente aqui em Feira, é desfavorável, já que tem o ex-prefeito José Ronaldo. Como candidato à reeleição ficava difícil discutir a questão de legenda dentro do DEM. Reconheço que a vida política do ex-prefeito José Ronaldo no DEM é muito maior do que a minha. Seria uma incoerência da minha parte e até uma ingratidão tentar disputar com ele a legenda em Feira. Então, o que foi que eu fiz? Deixei o partido à vontade e deixei ele com o caminho livre para ser candidato. Daí eu tive que procurar uma alternativa, procurar novos caminhos. Não tenho nada a criticar, é uma questão apenas de sobrevivência política. O DEM não pode apresentar dois candidatos e não é prática do DEM fazer prévias.


Tribuna – Será que não houve precipitação de sua parte?
Pimenta – 
Precipitação seria eu ficar na legenda e depois não ter legenda para me candidatar, não ter tempo hábil para preparar os partidos, para ter candidatos a vereadores e, diante desse cenário todo, eu estaria completamente imobilizado no DEM.


Tribuna – O senhor teme a candidatura de José Ronaldo em 2012?
Pimenta –
Não é questão de temer. A candidatura dele é uma candidatura que só pode nascer e só nasceria dentro do DEM. Como eu iria disputar uma candidatura no partido sabendo que eu já entraria com desvantagem? O ex-prefeito José Ronaldo é muito mais DEM do que eu. Ele tem uma vida político-partidária ligada a esse grupo muito mais do que eu. Até por uma questão de gratidão, por uma questão de coerência do partido, ele seria o candidato de qualquer jeito. Isso é um fato que em qualquer bar, qualquer esquina, em qualquer boteco em Feira de Santana todo mundo sabe disso. Como é que eu entro numa disputa desleal dessa?


Tribuna – Voltando à questão do senador João Durval, causou mal-estar a exclusão dele da executiva do partido em Feira?
Pimenta –
Veja bem. Eu não tenho nenhuma participação nisso. A meu ver não houve exclusão nenhuma nem haveria. O que eu sei é que a ideia era que o senador assumisse o partido em Feira. Acho que João Durval é a figura mais importante do partido, é a figura que encarna o PDT como liderança maior, como senador, e ele poderia muito bem ser o condutor do partido. Se ele assumisse o partido, daria tranquilidade a todos, aos que já são do partido e aos que possam vir para o PDT. Eu defendo sempre isso. Não terei nenhuma restrição com o senador João Durval. Muito pelo contrário. Ele é uma figura que tem respeitabilidade, tem todas as qualificações políticas e se ele viesse a conduzir o PDT regional em Feira para a gente seria uma tranquilidade muito grande.


Tribuna – O detalhe é que ele rejeitou fazer parte do diretório de Feira…
Pimenta –
Olha, é como eu estou lhe dizendo. Essa questão de diretório não sou eu quem decide. Essa é uma questão que tem que ser vista com Alexandre Brust, que é o presidente estadual do partido, e com Carlos Lupi, que é o presidente nacional. Se eu nem entrei no PDT ainda como é que eu vou estar mandando em diretório? Eu estou aqui como segurador de bandeira do partido. Mais adiante, quando eu começar a fazer meu trabalho, fazer aglutinações políticas, começar também a Trabalho), presidente nacional do partido (PDT). Logo no primeiro contato ele me fez o convite para ingressar no partido, isso há mais de 60 dias. Conversei também com o (Alexandre) Brust, o presidente estadual do partido, quando falamos sobre as cidades que têm gestão do PDT. Foi aí que Brust me disse que Feira de Santana poderia ser um polo para puxar mais lideranças para o PDT, agregar mais e fazer o partido crescer regionalmente. O PDT é um partido que tem facilidade para a gente falar. Tem a história do brizolismo, tem a história do trabalhador, tem a história das lutas pelos trabalhadores.


Tribuna – Os tensionamentos já eram previsíveis?
Pimenta –
Eu disse desde o início que não entraria no partido para criar nenhuma dificuldade, não gostaria também de ter arestas. Gostaria de entrar no partido de uma forma muito transparente, sem agressões, sem discussões.  Desde o início eu disse que Feira tinha uma figura exponencial no partido, o senador João Durval. Disse que ele teria que ter conhecimento da filiação e saber de todas as informações. Tanto que estive em Brasília e conversei com o senador. Ele não colocou nenhum empecilho, não colocou nenhuma dificuldade e disse que eu era muito bem-vindo ao PDT. As conversas foram por aí. Conversei com ele por telefone outras duas ou três vezes e ele disse que não tinha problema. Conversei também com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT). Uma das pessoas que mais me incentivaram não posso deixar de fazer referência, foi o deputado João Bonfim (PDT), foi com ele que eu estive em Brasília no gabinete do presidente do partido.


Tribuna – O que levou o senhor a deixar o DEM e aderir ao governo?
Pimenta –
Eu não colidi com os democratas e não fiz nenhuma ação para tentar prejudicar o partido. Eu só tenho a agradecer pelo período que estive no DEM. Pelo DEM eu me elegi, a composição política do momento era favorável, mas agora o cenário do partido, principalmente aqui em Feira, é desfavorável, já que tem o ex-prefeito José Ronaldo. Como candidato à reeleição ficava difícil discutir a questão de legenda dentro do DEM. Reconheço que a vida política do ex-prefeito José Ronaldo no DEM é muito maior do que a minha. Seria uma incoerência da minha parte e até uma ingratidão tentar disputar com ele a legenda em Feira. Então, o que foi que eu fiz? Deixei o partido à vontade e deixei ele com o caminho livre para ser candidato. Daí eu tive que procurar uma alternativa, procurar novos caminhos. Não tenho nada a criticar, é uma questão apenas de sobrevivência política. O DEM não pode apresentar dois candidatos e não é prática do DEM fazer prévias.


Tribuna – Será que não houve precipitação de sua parte?
Pimenta – 
Precipitação seria eu ficar na legenda e depois não ter legenda para me candidatar, não ter tempo hábil para preparar os partidos, para ter candidatos a vereadores e, diante desse cenário todo, eu estaria completamente imobilizado no DEM.


Tribuna – O senhor teme a candidatura de José Ronaldo em 2012?
Pimenta –
Não é questão de temer. A candidatura dele é uma candidatura que só pode nascer e só nasceria dentro do DEM. Como eu iria disputar uma candidatura no partido sabendo que eu já entraria com desvantagem? O ex-prefeito José Ronaldo é muito mais DEM do que eu. Ele tem uma vida político-partidária ligada a esse grupo muito mais do que eu. Até por uma questão de gratidão, por uma questão de coerência do partido, ele seria o candidato de qualquer jeito. Isso é um fato que em qualquer bar, qualquer esquina, em qualquer boteco em Feira de Santana todo mundo sabe disso. Como é que eu entro numa disputa desleal dessa?


Tribuna – Voltando à questão do senador João Durval, causou mal-estar a exclusão dele da executiva do partido em Feira?
Pimenta –
Veja bem. Eu não tenho nenhuma participação nisso. A meu ver não houve exclusão nenhuma nem haveria. O que eu sei é que a ideia era que o senador assumisse o partido em Feira. Acho que João Durval é a figura mais importante do partido, é a figura que encarna o PDT como liderança maior, como senador, e ele poderia muito bem ser o condutor do partido. Se ele assumisse o partido, daria tranquilidade a todos, aos que já são do partido e aos que possam vir para o PDT. Eu defendo sempre isso. Não terei nenhuma restrição com o senador João Durval. Muito pelo contrário. Ele é uma figura que tem respeitabilidade, tem todas as qualificações políticas e se ele viesse a conduzir o PDT regional em Feira para a gente seria uma tranquilidade muito grande.


Tribuna – O detalhe é que ele rejeitou fazer parte do diretório de Feira…
Pimenta –
Olha, é como eu estou lhe dizendo. Essa questão de diretório não sou eu quem decide. Essa é uma questão que tem que ser vista com Alexandre Brust, que é o presidente estadual do partido, e com Carlos Lupi, que é o presidente nacional. Se eu nem entrei no PDT ainda como é que eu vou estar mandando em diretório? Eu estou aqui como segurador de bandeira do partido. Mais adiante, quando eu começar a fazer meu trabalho, fazer aglutinações políticas, começar também a

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