Expoentes do Democratas na Bahia, o deputado federal ACM Neto, cotado para sucessão municipal na capital baiana, e o presidente estadual da sigla, o ex-deputado José Carlos Aleluia, criticaram ontem a saída de prefeitos de seus partidos de origem e consequente “adesismo” ao governo Wagner na Bahia.
Representantes da sigla, que já foi a maior do estado, eles minimizaram a recém-saída do DEM de prefeitos, como o de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, considerado uma das grandes lideranças da legenda, e Rogério Costa, do município de Santo Estevão.
Eles também negaram os rumores de afastamento do ex-prefeito de Feira José Ronaldo e do prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos. O partido pretende apelar para a lei de fidelidade partidária e cobrar juridicamente a saída dos membros.
Questionado sobre a motivação de gestores e lideranças municipais de trocarem de ninho partidário, o deputado ACM Neto reagiu: “Trata-se de um adesismo desenfreado e besta daqueles que não têm respeito com a ideologia e com a história política“, disparou.
Segundo ele, a resposta a esse movimento além de “jurídica”, será buscada nas urnas nas disputas municipais de 2012. “O partido vai se organizar para permitir que nas eleições esses partidos tenham as suas respostas”, enfatizou.
Neto disse também que o desligamento de algumas lideranças não é novidade para o DEM. “Não é uma perda porque eles já não estavam conosco. Já tinham nos traído nas eleições, quando não apoiaram Paulo Souto (ex-candidato ao governo).
O prefeito de Santo Estevão já tinha sido infiel com o partido. Se tivéssemos que apontar qual figura representaria fielmente o DEM lá, seria Orlando Santiago, ex-prefeito”, citou, destacando que cada caso deve ser examinado. Apesar da perda de integrantes, o deputado descartou a existência de qualquer crise. Segundo ele, as especulações em torno de uma suposta debandada não passam de “armação dos adversários”.
Já o presidente do DEM, José Carlos Aleluia, fez críticas “àqueles que acham que não podem administrar sem o governo do estado”. “Há uma centralização de poder no Brasil. Esse adesismo é fruto da pouca autonomia dos municípios em relação ao estado”, alfinetou. Embora se queixe do adesismo, Aleluia disse que não há clima de hostilidade e que todos têm “liberdade” para sair do partido. “Nós não temos preocupação com quem está se movendo”, frisou.
O dirigente também rejeitou os rumores de que José Ronaldo esteja saindo do partido. “Ainda ontem eu, ACM Neto e Paulo Souto estivemos com ele, lhe parabenizando pelo seu aniversário. Não existe isso de ele sair, não vemos esse movimento”, disse.





