Quatorze presos, a maioria considerada pela polícia, com alto grau de periculosidade, entre eles alguns traficantes e quatro estupradores, por muito pouco não escaparam da pequena delegacia do município de Glória-BA, no último sábado, dia 16 de julho.
Em entrevista exclusiva ao portal ozildoalves.com.br, o delegado Marco Antônio Bacelar contou como tudo aconteceu e revelou que o seu “sexto-sentido” o ajudou a descobrir e a impedir a inserção de elementos perigos no seio da sociedade de Glória, de Paulo Afonso e região: “O preso fica 24 horas sem fazer nada, então qualquer descuido o preso vai fugir e quando a gente trabalha em delegacia, a gente sente uma coisa no ar, o certo é sempre realizar revistas, e no sábado que é o dia de folga que ficamos só de plantão, não sei se foi sexto-sentido, me deu vontade de vir à delegacia fazer revista, cheguei aqui, quando fiz a revista, para minha surpresa, encontrei um buraco, eles cavaram e colocaram o colchão em cima, e o buraco tinha uns 40 centímetros e já dava passagem, acho que eles deveriam sair naquele dia, só estavam aguardando a noite”.
Delegado Marco Antônio Bacelar
Motor do ventilador que foi utilizado para cavar buraco
Um telefone celular que chegou até um dos presos também fez parte do plano de fuga:
“Eles cavaram com o motor do ventilador, quando abrimos o ventilador, encontramos um aparelho celular, quando saíssem entrariam em contato com alguém, para que viessem buscá-los. Já identificamos como foi realizada a entrada desse aparelho, foi feita através da companheira de um dos presos, isso é crime. Não é crime para o preso, mas é crime para a pessoa que fez com que o aparelho chegasse até o preso, mas é um crime com pena leve.”
Por conta da tentativa de fuga, os 14 presos serão punidos, ficarão um mês sem receber visitas: “Os presos vão ficar sem visita, é previsto em lei a punição, só irão receber visitas no mês de agosto. Vamos ser mais cautelosos na questão das visitas, nas revistas os policiais irão revistar os homens e as mulheres serão revistadas pela escrivã, ou por uma policial feminina que solicitaremos”. Finalizou Bacelar.





