A respeito da matéria publicada neste site, no dia 12/07/2011, confirmo que conversei com o presidente do PT, Dernival Júnior, o deputado estadual Mário Júnior e por fim com o ministro das Cidades, Mário Negromonte, porém há distorções nas informações, que precisam ser esclarecidas:
1. As conversas foram informais, em nenhum momento disse que falava em nome do PT.
2. A expressão “interpelado” usada pelo presidente do PP – segundo a matéria – é inadequada. Na verdade eu respondi aos lideres do partido, que manifestaram interesse em conversar com o PT sobre as eleições de 2012. Em ambas as ocasiões, respondi que a forma de conversar com o PT era procurando a sua direção, oficialmente. Qualquer militante iniciante no PT sabe disso.
3. Da minha parte seria ingênuo achar que qualquer articulação política visando uma aliança com o PP, não passaria pelo líder e ministro Mário Negromonte, um aliado de primeira hora do partido do governador e da presidenta. A recíproca é verdadeira em relação ao companheiro Paulo Rangel, que embora não seja da executiva do PT tem forte influência no diretório do partido, sendo um dos líderes mais respeitados no estado. Mas o diretório municipal tem total autonomia para conversar com qualquer partido político, inclusive com o PP, desde que respeite a política nacional do partido.
4. É preciso colocar as coisas no seu devido lugar. Cada partido tem a sua forma de funcionar. O PT só decide as coisas com intenso debate e inesgotáveis discussões internas. Não há no mundo contemporâneo nenhum partido tão democrático quanto o nosso. O partido tem suas instâncias de decisões: executiva, diretório e encontro de militantes. Este último é soberano, quando não há consenso os militantes dão a palavra final. É estatutário e ponto final.
Portanto, se houve recusa do PT em conversar com o PP é uma atitude autônoma, eu sendo contra ou não tenho que acatar a decisão. Esclareço ainda, que o partido não deliberou sobre candidaturas em 2012, este é um debate permanente até o seu desfecho.
Concordo que o PP integra a base aliada, assim sendo, obedece aos critérios de aliança e composição com o nosso partido, e se o PP acha importante um alinhamento político com o PT, não é responsabilizando pessoas – no caso a mim – pela mal sucedida estratégia.
Não vejo motivos para tamanha polêmica, na democracia quando o diálogo não flui para uma aliança entre dois partidos, cada um segue o seu caminho.
Adauto Alves
Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), em Paulo Afonso.
Val esclarece matéria sobre encontro do PP com o PT de Paulo Afonso





