Por Epidauro Pamplona – epidauro.pamplona@.com.br
A Embasa em Paulo Afonso e o “Trabalho” de Sísifo
“Na mitologia grega, o esperto Sísifo foi condenado diuturnamente e eternamente a empurrar uma grande pedra até o topo de uma montanha de onde esta sempre descia destruindo tudo”. Um castigo para um trabalho inútil, cansativo e repetitivo!
Guardadas as devidas proporções cabíveis, no figurado comparativo suscitado, a Embasa, nas obras do PAC, através da terceirização, na meta do ex-presidente Lula de tirar o povo literalmente dos excrementos pelo tratamento do esgotamento sanitário, há muito tempo, parece fazer um “trabalho de Sísifo”, em Paulo Afonso, quando não se vê resultados palpáveis e proveitosos de suas ações, haja vista, a proliferação dos depósitos de fezes a céu aberto e a fedentina dos esgotos, sem tratamentos, à proporção que as ruas da cidade são destruídas e mal refeitas, e os vazamentos de águas pluviais e de descargas misturam-se, invadindo as sapatas das casas e às ruas, criando poças para hospedagem do mosquito da dengue, e outras doenças para a Saúde Pública da cidade, que dizem estar na “UTI”.
O incômodo para motoristas e pedestres extrapola a paciência de qualquer um. Quando chove o lamaçal e os buracos causam acidentes, quebram os veículos e sujam tudo. Tudo isso, à revelia hipotética prevaricada da Vigilância Sanitária e da fiscalização da Prefeitura de Paulo Afonso, que parecem estar na “berlinda”, alheias às suas obrigações delegadas pelo povo, contribuinte-mor da República, titular da Constituição Federal e das urnas em todas as eleições, inclusive na propalada “capital da energia”, que parece, atualmente, carente de gestão pública profícua, transparente e de Moral.
Neste contexto, só nos resta suscitar e parafrasear Cícero da antiga e decadente Roma: Até quando abusarão da paciência do povo?





