“Se no pombal houver milho, pombos não faltarão”
Há pouco mais de um ano para as eleições municipais, o quadro político partidário de Paulo Afonso retrata a acomodação interesseira de políticos que mudam de partidos, unem-se sem estarem juntos, aconchegam-se a velhos adversários e desafetos de campanhas, esquecem todas as farpas imorais e impublicáveis trocadas entre si, até no ar, no tempo e no espaço, esquecem seus estatutos, seus eleitores e seus correligionários, e dão exemplos nefastos de cobiça, egoísmo e servidão para continuar nas “tetas” do Poder, prevaricando na Saúde, Educação, Turismo, Emprego e Renda, praticando o nepotismo às claras e à revelia do MP, e perseguindo antigos “companheiros”, que não se alienam, não rezam em suas cartilhas e não lhes dizem amém.
A esperteza generalizada atribuída aos políticos profissionais locais que priorizam seus interesses imediatos e pessoais em detrimento do coletivo é o caldo de fatos perniciosos impróprios. Moral que escorre na classe política há muito tempo no Brasil, e faz estória nas controvérsias dos “senadinhos” e ruas da cidade, cuja população eleitoral, céptica, parece ficar com “cara de veado que viu caxinguel?”, suscitando Raul Seixas, ao assistir estes “acasalamentos” politiqueiros partidários, inimagináveis tempos atrás, conforme fotografias e fatos recentes publicados, com a maior “cara-de-pau” de seus protagonistas.
Contudo, “quem quer o cachorro, aceita as pulgas”. A Democracia tem o dom da convivência entre contrários. Para se atingir um fim em prol da coletividade e humanizar o município é necessário deixar as questões pessoais de lado e a porta sempre aberta. A razão, através dos números, deverá cientificamente nortear as ações de pessoas que urgem por uma mudança proveitosa e transparente na administração municipal, unindo “gregos e troianos” em torno de um nome de Moral, de Palavra e de bons serviços prestados a população do campo e da cidade, independentemente de partidos e credos. Dizer sim para o melhor e “massificá-lo” é urgente, pois, “quem não faz quando pode, não fará quando quiser”.
Por Epidauro Pamplona
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