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Mensagem enviada através do site em 21/5/2011 – 10h47m
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Nome: Epidauro Pamplona
E-mail: epidauro.pamplona@hotmail.com
Mensagem: Semana do Meio Ambiente
A Vaca “Mimosa” a Chesf e a Prefeitura
Por: Epidauro Pamplona
O Banquete estava fausto, orvalhado! Pela voracidade que era digerido e degustado, parecia o mané dos deuses, que seria ruminado depois com mugidos de puro prazer por “Mimosa”, conforme o nome, uma vaca leiteira raciada , marrom, bonita, orelhuda, gluteúnica e peituda, que se saciava “pastando” no lixão do Sal Torrado2, terreno baldio da Chesf, perto do Ciretran, ao lado da estrada, às 17:50 do dia 18 do corrente. Felizmente, depois de “pastar”, o animal não foi atropelado por nenhum veículo ao atravessar à noite a perigosa estrada sob a chuva que caía. O que seria mais uma tragédia anunciada em Paulo Afonso, haja vista a proliferação de animais em perímetros urbanos, diuturnamente.
Além do atentado à Saúde Pública, com a carne o leite e os derivados destes bovinos, suínos, ovinos e caprinos que ingerem resíduos sólidos e putrificados nos bairros e periferias da “cidade-luz”, o Meio Ambiente é agredido violentamente pelo próprio Estado quando a Chesf e a Prefeitura Municipal de Paulo Afonso prevaricam através de seus executivos, ora aliados políticos, que faltam aos deveres que lhes são atribuídos e abusam do excesso de incompetência administrativa estatal, afastando o turismo e transformando o patrimônio da estatal e do município em ruínas e depósitos de resíduos orgânicos, inorgânicos e eletrônicos que poluem o “Velho Chico”, os olhos e os narizes dos pauloafonsinos.
O descaso é acintoso e descarado! Para coibir invasões, tempos atrás, prepostos da empresa energética cercaram todo perímetro chesfiano com onerosas estacas de concreto e até agora não colocaram os arames. Remorsos ou “grilos” da Ditadura Militar, talvez. O desperdício ficou. Ironicamente, as placas “Proibido Colocar Lixo”, da Chesf, são locais de despejo e de “pasto” para o gado. Na contra-mão da ordem natural dos acontecimentos, em pleno século XXI, globalizado, embaixo das redes elétricas da “capital da energia”, nas favelas, famílias permanecem nas trevas medievais, alijadas da luz elétrica e das águas do São Francisco, na mesmice do bolsa família, às vezes no mau costume, e sempre ao “deus-dará”.
Além dos “Royalties”, o montante de agentes ativos despejados na Prefeitura pela Chesf para limpeza e conservação de toda sua área, em poucos anos, segundo o publicado, é relevante em valores pecuniários e se questiona os resultados que deveriam também ser publicados, para que não se diga que sem resultados, sem fiscalização, pelo exposto, foi “carne (de “Mimosa”) dada aos vermes”, ou, dinheiro jogado fora.
Na Semana do Meio Ambiente, cujos promotores não podem ficar obliterados a esta realidade, esta é a cidade do Ministro das Cidades, que certamente ainda não serve de referência positiva para sua missão, apesar de tantos recursos humanos, energéticos e turísticos ainda ociosos. Até quando persistirá a ausência dos responsáveis nesta questão de Saéde Pública e do tão propalado Meio Ambiente? Até quando abusarão da paciência da Natureza?





