Por Rizelda Beserra
Comovemo-nos, frequentemente, com as notícias de mortes ocasionadas por acidentes no trânsito do município, envolvendo, principalmente, condutores de motocicletas e pedestres. Nessa realidade, na cidade de Paulo Afonso-BA, assim como em muitas outras do país e do mundo, o trânsito tem passado por problemas preocupantes, de modo que, ou as pessoas se educam nesse sentido, ou mais seres humanos serão suas vítimas fatais.
De acordo com o Código Nacional de Trânsito, “§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. (ART. 1º. LEI Nº 9.503, DE SETEMBRO DE 1997). No entanto, o que se vê diariamente no trânsito dessa cidade são verdadeiros “malabarismos”, com condutores e pedestres insensatos, aliados às vias públicas, utilizadas para a circulação, divididas entre vários usuários e de diferentes formas, seja andando, pedalando, conduzindo carro ou moto, veículos pesados, veículos traçados, entre outros. Dessa forma, muitos dos espaços ficam pequenos, o que torna impossível de serem percorridos ao mesmo instante, provocando os mais diversos acidentes vistos diariamente.
Na estrada que liga o Bairro Tancredo Neves ao centro da cidade, e na ponte que faz tal ligação é comum ver ciclistas e pedestres competindo com motoristas, na saga diária para chegar aos seus destinos. Paulo Afonso-BA, que tem segundo o IBGE/2010, uma população de 108.419 habitantes, contempla, de acordo com os dados da DENATRAN, 34.909 veículos, ou seja, a cada 3 moradores 1 possui veículo, sem citar os visitantes que, diariamente, chegam na cidade. Essa frota numerosa, também é um dos fatores que tem causado caos nas vias públicas, principalmente nos horários de maior circulação de pessoas.
Os espaços, aliados à falta de atenção e respeito, são fatores de risco para uma população que aventura-se no caminho para suas atividades diárias (trabalho, escola, e outras). O que constata: educar-se no trânsito é uma questão de sobrevivência. No entanto, essa educação é necessária tanto para os motoristas, que abusam da velocidade e de ultrapassagens perigosas, quanto para os pedestres que, muitas vezes, deixam de andar nas calçadas para invadirem as ruas sem o mínimo de atenção.
Torna-se cada vez mais necessário o planejamento de ações que contribuam para a melhoria dos espaços nas vias públicas, e, principalmente, o exercício da EDUCAÇÃO, esta que é a palavra-chave para o auxílio na resolução deste problema que assola a cidade de Paulo Afonso-BA: o trânsito.





