Existem no mundo atual, diversas encenações da morte de Cristo, cujo intuito é relatar os últimos momentos da vida de Jesus. Tais espetáculos são surpreendentes e sensibilizam os mais exigentes expectadores. Por mais que tais eventos se esforcem em recontar a história do calvário de Cristo, descrevendo precisamente o seu doloroso sofrimento, nenhuma produção por mais “hollywoodiana” e “spielbergiana” que seja, conseguirá explicar o verdadeiro motivo e significado de sua morte, pois essa revelação somente o Autor-Criador é capaz de nos ensinar. A morte de Cristo não se trata de uma tragédia meramente resultante da vontade do homem, nem muito menos se fundamenta em um acidente histórico promovido pelos poderes políticos ou forças religiosas vigentes da época. Muito embora tal crime nos revele com tamanha precisão a terrível crueldade humana que enfurecida, esbravejavam veementemente: crucifica-o, crucifica-o! De certo, não podemos ignorar o fato de que realmente crucificamos o filho de Deus, todavia, convém ressaltar que tal morte obedecia há um sublime e soberano propósito Divino, que revelaria ao mundo o imensurável e inexplicável amor de Deus. Deus preferiu que fosse assim, e optou por suportar a dor de ver o seu unigênito e primogênito sendo crucificado, do que permitir que seus eleitos fossem condenados por toda eternidade, e Jesus aceitou voluntariamente morrer a nossa morte para que pudéssemos desfrutar de Sua gloriosa vida. O que realmente ocorreu no calvário foi uma substituição, ao invés de todos morrerem, um só morreu para a redenção de muitos, isto é, de todos aqueles que viessem a crer e viver conforme a maravilhosa graça que nos fora concedida, mediante o sacrifício do cordeiro de Deus que nos garante a vida eterna em Seu nome. Não se engane meu amigo, não foram os cravos que o prenderam no madeiro, nem muito menos a injusta sentença do sinédrio ou a covarde decisão da suprema corte romana. O que exatamente o cravou no cruz foi o seu extraordinário e inimaginável amor por nós, e por tanto nos amar Ele suportou a crucificação e tolerou o sepultamento no túmulo, todavia venceu a morte e ressurgiu para a vida vitoriosa e gloriosa, vivo está e para todo sempre reinará com autoridade e poder. Você não é apenas mais um no meio da multidão, és um ser amado de Deus e saiba que ainda que existisse somente você no mundo, mesmo assim Deus enviaria o seu único filho para morrer em teu lugar. Que amor é esse? Tão incondicional. Definitivamente não existe nada igual, e embora não possamos explicá-lo, podemos perfeitamente vivê-lo. “Deus ama a cada um de nós como se houvesse apenas um para amar”. (Agostinho). Pr. Sidney Osvaldo Ferreira sidney.osvaldo@hotmail.com





