Os 37 ministros da presidenta Dilma Rousseff começaram o ano com aumento de 148% no valor do auxílio-moradia a que têm direito. Desde fevereiro, podem pedir restituição de até R$ 6.680,78 para custear hospedagem.
O novo teto do aluguel corresponde a 12 salários mínimos e equivale a 25% da remuneração dos ministros. Assim, quando em dezembro passado, o Congresso equiparou rendimentos do primeiro escalão do governo ao salário mais alto do funcionalismo – R$ 26,7 mil -, automaticamente reajustou o valor do benefício, fixado anteriormente em R$ 2,6 mil.
O auxílio-moradia não integra os R$ 26,7 mil. É um valor à parte, requisitado pelos ministros e depositado em sua conta bancária. Além dos ministros, mais de 4.000 funcionários em cargos de confiança têm direito à indenização mediante apresentação de recibo.
No ano passado, foram gastos R$ 41,5 milhões em aluguel e hospedagem. Dos 16 ministros que requisitaram o auxílio-moradia, ao menos dez já ultrapassaram o limite anterior. Outros dez residem em imóvel funcional (pertencente à União), cinco têm casa própria em Brasília e três informaram viver em casas de parentes ou amigos. É o caso do titular do Ministério das Cidades, Mário Negromonte, que se declara hóspede do deputado João Leão (PP), atual chefe da Casa Civil da prefeitura municipal de Salvador.
O ministro Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) recebeu o auxílio nos dois primeiros meses do ano, mas optou por ganhar o benefício da Câmara, por ser deputado eleito. (Com informações da Folha/ Thiago Ferreira)





