Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

OZILDOALVES.COM.BR – CONTATO


Mensagem enviada através do site em 14/2/2011 – 0h47m


=============================================================


 


Nome: Gecildo Queiroz


E-mail: [email protected]


 


Mensagem: GECILDO QUEIROZ: MELHORAR INCOMODA


 


Há algo que acontece muito nesta cidade: se você não se interessar por estudo, cultura, arte, se não tiver vontade de evoluir, se não tiver planos reais, quase ninguém estranha. Agora, tente sair dessa lógica, comece a pensar, ter cuidado com o que fala, melhorar seu vocabulário, se torne mais informado, responsável e crítico que suas iniciativas serão limitadas a palavras do tipo: metido, pra frente, só quer ser, etc.


 


Nada incomoda mais um acomodado do que gente se “metendo” a sair da acomodação, olhando “pra frente” e “só querendo ser” mais. Não somos obrigados a crescer, mas por que será que o crescimento alheio incomoda? Simples: quem não sai do lugar detesta ver gente saindo. E reclamar é mais cômodo que reconhecer necessidade de mudança. Por isso prefere-se a depreciação e não o incentivo.


 


O que nos impede de perceber que só seremos melhores se avançarmos no conhecimento? Temos que viver os estágios da vida com o mínimo de interesse pelo aprendizado ou seremos pessoas mesquinhas desejando que os outros se igualem a nós. Desejando a multiplicação dos ignorantes pra que nossa ignorância não seja tão facilmente percebida.


 


Para desestimular o mérito, estimular o erro e o desconhecimento, incentivar a adulação e emperrar a vida dos outros não falta gente. Por isso temos poucos jovens querendo crescer, ler, pensar, lidar com defeitos e descobrir qualidades com inteligência. Jovens precisam saber que frustração é algo humano e não o fim do mundo. Precisam de alguém que lhes diga e mostre isso. Contudo, a maioria de nós, adultos, vive a lei da bajulação e do menor esforço. Como nossos jovens poderão ser diferentes?


 


O problema é que moramos nas desculpas e adoramos nossa velha e pouco produtiva esperança no outro. Estava numa fila de caixa eletrônico, outro dia, e me deparei com uma situação penosa. Uma jovem senhora e duas adolescentes esperavam que a funcionária do banco tirasse o dinheiro que precisavam. Santo Deus, será que nenhuma daquelas meninas podiam tentar aprender?


 


Contrariando as regras de segurança bancária, me dispus a auxiliar. A mãe disse: “Não, a gente não sabe mexer”. Eu insisti: “E suas meninas não querem tentar”? Ela foi incisiva: “Elas não sabem, deixe pra lá”. A mãe sequer incentivava suas garotas a aprender. Acreditem, quando sua vontade de evoluir esbarrar na massa de gente que prefere não sair do lugar, você será “estimulado” a continuar olhando para o chão, a aceitar o que lhe sobrar, mesmo sabendo que pode tentar outra coisa. Pelo menos tentar.


 


É difícil fazer remos novos, se livrar de hábitos inúteis, se dedicar a subir a corrente que insiste em nos arrastar para baixo. Não falo do impossível, falo da necessidade de transformação humana. Lenta, talvez, mas que precisa existir. E só cabe a cada um de nós, gente de olhos aparentemente sadios, enxergar melhor. Ou vamos continuar desejando que os outros também sejam cegos.


 


Gecildo Queiroz

Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.