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OZILDOALVES.COM.BR – CONTATO


Mensagem enviada através do site em 8/2/2011 – 12h20m


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Nome: Athilom Marinho


E-mail: [email protected]


 


Mensagem: ATHILOM MARINHO: A CIDADE DO DESRESPEITO


 


Muitas pessoas, em toda a história do mundo, quiseram se afirmar como homens. Para isso, procuraram vários meios para se destacar: sexo, dinheiro, aventura, força, religião, etc. A maioria, desde sempre, não se destaca por sua capacidade de refletir sobre os seus atos. Aliás, se sabem o que é isso, não demonstram. Por essas bandas, os homens encontraram uma nova forma de se mostrar. Agora eles querem aparecer por meio do SOM DOS SEUS CARROS.


 


Quando não se tem nada na cabeça que seja digna de expressar, só resta aparecer de outra forma. Nada mais adequado que comprar um som com potência e muita qualidade, como se diz por aí. Claro que é grande a chance de não haver mais nenhuma qualidade digna de ser destacada nas pessoas que decidiram se exibir assim. No entanto, elas se multiplicam sem parar. Hoje, morar em Paulo Afonso exige, das pessoas com racionalidade, paciência sem igual. E, até onde eu sei, não há uma ação séria e direcionada para impedir esse abuso de obrigar o cidadão a ouvir o que não quer. E não dá pra lutar sozinho contra uma praga que se alastra rapidamente.


 


Determinar o que devemos ouvir não é o pior dos problemas. Quando esses donos da cidade decidem ligar seus equipamentos, pode ter certeza de que os habitantes da redondeza onde ele estacionou seu carro terão suas vidas atrapalhadas radicalmente.  Estudantes não podem mais estudar e leitores não podem mais ler. Assistir TV fica bem difícil. Sem falar das pessoas doentes, dos idosos, e de quem precisa do mínimo de silêncio para não enlouquecer nesta vida já tão barulhenta e maluca.


 


Antes que alguém comece a dizer que estou exagerando e que não gosto de música ou que quero impedir as pessoas disso ou daquilo, vou ser bastante claro: ouvir músicas da maneira que se estar ouvindo é uma evidente manifestação de irracionalidade, desrespeito e abuso dos direitos das pessoas. E, antes de dizer que estou implicando com os homens, vocês já viram alguma mulher, que tenha caro, fazer isso? Acho difícil. Um ponto para elas.


 


Contudo, há muitas mulheres que acompanham e apóiam esse tipo de comportamento. Para elas, uma reflexão: o que faz vocês pensarem que uma pessoa que desrespeita todo mundo respeita você? Outra pergunta: seu namorado ou amigo barulhento conversa com você enquanto está ouvindo seu som ensurdecedor? Esta eu respondo: NÃO. Sabe por quê? Porque certamente ouvir música em alto volume o impede de conversar. E, pra quem não tem o que dizer, isso é muito útil.


 


Se você ainda está achando que o que escrevi não faz nenhum sentido. Que esses homens não ouvem música MUITO ALTA por auto-afirmação, desrespeito (e por não ter o que conversar), tente pedir para um deles baixar o volume. Diga que você quer conversar. Faça o teste e saberá do que estou falando.


 


Athilom Marinho

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